Turismo & Lazer Metade das receitas turísticas em 2017 foi alcançada em época baixa

Metade das receitas turísticas em 2017 foi alcançada em época baixa

Metade das receitas turísticas nacionais foram arrecadadas em época baixa durante 2017, o que demonstra que é possível ultrapassar o "mito da sazonalidade" turística em Portugal, disse esta quarta-feira, 10 de Janeiro, em Fátima, a secretária de Estado do Turismo.
Metade das receitas turísticas em 2017 foi alcançada em época baixa
Lusa 10 de janeiro de 2018 às 16:24

O ano de "2017 foi de facto histórico pelo crescimento das receitas, com um crescimento de 19,4%, mas principalmente porque conseguimos todos demonstrar que há mitos que é possível ultrapassar, nomeadamente o mito da sazonalidade", afirmou aos jornalistas Ana Mendes Godinho.


Em declarações à margem de um seminário promovido pela Associação Empresarial Ourém - Fátima (ACISO), a governante disse que os dados disponíveis até final de Outubro apontam para que 50% das receitas turísticas em 2017 tenham sido produzidas "nos meses de época baixa", o que prova que "é possível trabalhar para alargar a actividade ao longo de todo o ano".

"Mas tivemos também a actividade turística a alastrar ao longo de todo o território. Tem sido essa a nossa preocupação, garantir que alargamos a actividade turística ao longo de todo o ano e a todo o território", reafirmou Ana Mendes Godinho.

A secretária de Estado sustentou que o turismo religioso tem sido "fundamental" na estratégia de garantir atractividade a todo o país, destacando o ano de 2017 na Cova da Iria - com a visita do papa Francisco e as comemorações do Centenário das Aparições - que permitiu "afirmar cada vez mais internacionalmente Fátima como um destino turístico de referência" e atingir mercados onde Portugal não conseguia chegar, como a Coreia do Sul ou as Filipinas e outros destinos como a Polónia, Itália, EUA ou Brasil.

"Fátima ser também um instrumento de promoção de Portugal nestes destinos e ser também um símbolo de Portugal como um país tolerante, aberto a todos, ecuménico, é um sinal político deste país que consegue ligar continentes e ser um país aberto ao mundo", argumentou.

Questionada sobre se ao nível de turismo religioso, a ano passado não foi um fenómeno isolado, fruto da visita papal, Ana Mendes Godinho respondeu que, em 2017 em Fátima, o turismo "aconteceu durante todo o ano".

"Não aconteceu só durante a visita do papa, aconteceu durante todo o ano porque também houve actividades e capacidade de criar eventos que trouxessem as pessoas aqui. O que temos de perspectivas para 2018 é que esta tendência chegou para ficar", frisou a secretária de Estado.

Intervindo na sessão, Domingos Neves, presidente da ACISO, considerou que 2017 foi um ano "excepcional para Fátima, por via do Centenário e da visita do papa", estimando que o santuário da Cova da Iria tenha ultrapassado os oito milhões de visitantes.

Domingos Neves estimou ainda que o número de dormidas, o ano passado, nos 71 estabelecimentos hoteleiros da cidade atinja 1,1 milhões, mais cerca de 300 mil do que em 2016.




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Anónimo Há 1 semana

Em comparação com Marcelo e o seu governo das esquerdas unidas, Obama foi um fanático ultra neoliberal: "Job shifts under Obama: Fewer government workers, more caregivers, servers and temps" www.pewresearch.org/fact-tank/2015/01/14/job-shifts-under-obama-fewer-government-workers-more-caregivers-servers-and-temps/ Os norte americanos podem dizer: "Obrigado Obama", do mesmo modo que os portugueses podem dizer: "Obrigado troika".

Anónimo Há 1 semana

O Diabo é o salário mínimo elevado e as prestações sociais generosas serem sustentáveis na Holanda, na Dinamarca, na Finlândia, na Suíça, até em Espanha, e em Portugal não o serem. E tudo com taxas de juro da dívida negativas ou bem próximas de zero, sem dívida pública excessiva fora de controlo, sem mortes perfeitamente evitáveis por conta do Estado que pressionado pela despesa reduz o investimento público ao mínimo e com inúmeras empresas sediadas localmente a criar valor no mercado global, agora e no futuro.

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