Transportes Metro de Lisboa: Deputados de acordo com aumento das carruagens na linha verde

Metro de Lisboa: Deputados de acordo com aumento das carruagens na linha verde

As iniciativas dos Verdes e do PAN para a reposição das quatro carruagens na linha verde foram bem recebidas pelas restantes bancadas. No debate sobre o Metro de Lisboa, PSD e PCP aproveitaram para criticar os planos de expansão anunciados.
Metro de Lisboa: Deputados de acordo com aumento das carruagens na linha verde
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 09 de maio de 2017 às 17:50

Um dia depois de o Metropolitano de Lisboa anunciar os seus planos para a expansão da rede, o Parlamento debateu esta terça-feira quatro projectos de resolução do PEV, PAN, Bloco de Esquerda e PSD relativos à estratégia para a empresa de transporte público.

A reposição das quatro carruagens na Linha Verde, que em 2012 passou a ter comboios apenas com três, o reforço das carreiras da Carris que circulam na zona de Arroios durante o período em que decorrerem as obras para o alargamento desta estação e o aumento da frequência dos comboios para a estação final da Reboleira foram os temas das diferentes iniciativas em debate.

José Luís Ferreira, do partido ecologista Os Verdes, salientou a necessidade de repor as quatro carruagens na Linha Verde até que seja possível circularem comboios com seis, sublinhando tratar-se de uma das linhas mais utilizadas devido às ligações que permite a estações de comboios e barcos.

Os Verdes reclamam ainda a conclusão do procedimento de concurso para a realização de obras de ampliação na estação de Arroios com vista ao início das obras no mais curto espaço de tempo.

Já André Silva, do PAN, apresentou um projecto de resolução no sentido de recomendar ao Governo não só a reposição imediata da quarta carruagem em todos os comboios que circulam na Linha Verde, mas também que haja um reforço das carreiras da Carris que circulam na zona de Arroios para colmatar as falhas provocadas durante o período das obras.

Esta mesma recomendação foi feita por Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, para quem o metro da capital deve ainda assegurar a contratação imediata dos 30 maquinistas prometidos em 2016, assim como "dos trabalhadores necessários à reparação das carruagens paradas, para que voltem, o mais rapidamente possível, à circulação" e que "se reponham níveis de qualidade em todas as linhas".

Já Carlos Silva, do PSD, que considerou os projectos dos Verdes e do PAN para a Linha Verde "pertinentes", saiu da defesa da reposição da normalidade na Linha Azul, que em Março passado passou a ter percursos alternados para a Pontinha e para a Reboleira, o que em seu entender "limita a mobilidade dos cidadãos".

"O Governo que se deixe de projectos faraónicos", afirmou o social-democrata, defendendo que o Metro se centre nas conclusões da acção inspectiva realizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, que apontou falhas na pontualidade e na frequência.

Bruno Dias, do PCP, que assumiu também discordância quanto ao plano anunciado esta segunda-feira pelo Governo, sublinhou que "já há muito se devia ter avançado para o reforço das composições" na Linha Verde.

Para o deputado, que propôs que os textos a debate sejam objecto de um trabalho de aperfeiçoamento para que Assembleia da República aprove um texto mais correcto, defendeu ainda ser "indispensável investir para que a empresa dê resposta no plano material e humano", salientando que "a empresa está neste momento numa situação limite".

No debate, Hélder Amaral, do CDS-PP, anunciou que o partido apresentará propostas viradas para a mobilidade e para o serviço público de transportes. "Estamos preocupados. Estávamos à espera que fossem competentes, mas esqueceram-se dos utentes e preocuparam-se com um sector que se chama sindicatos", apontou o centrista.

Pelo PS, Pedro Delgado Alves, que também salientou "a oportunidade do tema" em debate, apontou o dedo ao Governo anterior. "Os problemas têm um autor: o Governo que não investiu na bilhética, não investiu no material circulante, não investiu nos trabalhadores e deixou degradar o funcionamento da rede".




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Katedrático 11.05.2017

Arrancar e acabar o mais breve possível com as obras na estação de Arroios de modo a circularem comboios de 6 carruagens na linha verde é fundamental.
Mas existem 2 situações que deviam ser resolvidas no imediato e que se referem ao facto dos utentes do Lumiar a Odivelas (das 10:00 ás 17:00) mais os de Alfornelos à Reboleira (das 7:00 ás 11:00 a dita hora de ponta da manhã), PAGAM como os outros mas só são servidos por metade dos comboios a circular nas linhas amarela e azul respectivamente (isto nos dias utéis).
Isto é que se devia falar e resolver já, mas o povo é sereno, come e cala e por isso consente esta aberração e discriminação de utentes. Se estão à espera que os politicos resolvam esta situação, então esperem sentados.
E a comissão de utentes e movimento de utentes o que dizem desta situação?
Este ano sendo ano de eleições autárquicas o que os politicos querem mesmo é apresentar projectos megalomanos que satisfaçam todos mas que depois não passam do papel.

Concordo Gonçalo 09.05.2017

Assino por baixo

Bato palmas 09.05.2017

Façam isso, só com 3 carruagens vamos todos ao monte, agora com o verão/calor mais os turistas vai ser um terror ponham mais uma carruagem

surpreso 09.05.2017

Excelente trabalho de António Costa o melhor PM de sempre de Portugal.

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub