Transportes Metro já pode lançar concurso para alargar estação de Arroios

Metro já pode lançar concurso para alargar estação de Arroios

O contrato para a ampliação e reformulação da estação de Arroios será executado até ao final de 2018 e vai significar um encargo total de 4,6 milhões de euros para o Metropolitano, que será repartido por dois anos.
Metro já pode lançar concurso para alargar estação de Arroios
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 19 de janeiro de 2017 às 11:45

O Governo autorizou o Metropolitano de Lisboa a proceder à repartição dos encargos relativos ao contrato de empreitada de ampliação e reformulação da estação de Arroios, o que permitirá que passem a circular mais do que as actuais três composições na Linha Verde.

Uma portaria dos ministros das Finanças e do Ambiente, publicada esta quinta-feira em Diário da República, refere que o contrato a celebrar pelo Metro terá um prazo de vigência de 1 de Janeiro de 2017 a 31 de Dezembro de 2018, período em que a empresa pública deverá pagar 4,6 milhões de euros, mais IVA.

O Executivo autoriza assim o Metropolitano a proceder à repartição plurianual do encargo financeiro resultante do contrato celebrar, nos anos económicos de 2017 e 2018, tendo em conta que a Lei de Enquadramento Orçamental determina que os compromissos que dêem origem a encargos plurianuais apenas podem ser assumidos mediante prévia autorização, a conceder por portaria conjunta das Finanças e da tutela.

De acordo com a portaria, em 2017 os encargos orçamentais decorrentes da execução do contrato vão totalizar 1,5 milhões de euros (mais IVA) e em 2018 3,1 milhões.

Esta quarta-feira no debate de urgência no Parlamento sobre transportes públicos, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, anunciou que a 3 de Fevereiro será publicado o aviso para o concurso da obra de Arroios, estação que limita a linha verde à circulação de comboios com apenas três carruagens, quando nas restantes circulam seis composições.

O governante garantiu ainda que 2017 será o "ano de viragem" no Metro de Lisboa. Matos Fernandes admitiu que de entre as empresas públicas de transporte foi no Metro de Lisboa que "encontrou a situação mais complexa: os bilhetes dependentes de um único fornecedor, a manutenção das composições sem peças, as estações ao abandono e sem projectos".

Resolvida a situação dos bilhetes, o ministro salientou que, no que respeita à manutenção, das 23 composições paradas, duas entraram esta terça-feira em funcionamento e mais duas entrarão ainda este mês. "Até ao final de Abril, deixaremos de ter, em definitivo, problemas neste foro", assegurou Matos Fernandes.


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