O presidente executivo da EDP diz que a emissão de obrigações desta manhã, a primeira por uma empresa portuguesa desde início de 2011, "foi uma questão de ‘timing’, considerámos que era o momento ideal".

António Mexia diz que a emissão de obrigações desta manhã traduz “uma alteração clara do ambiente global dos mercados”, numa semana em que houve várias emissões obrigacionistas empresariais em países como Espanha,
Itália e França.
Em declarações telefónicas ao
Negócios, o responsável acrescenta que “mostra também sobretudo aquilo que é a solidez do nome
EDP, a solidez da sua estrutura e mostra também uma melhoria do risco Portugal”.
Mexia salienta que “ao fim de duas horas tinha mais de 7,5 mil milhões de euros em procura, quando a emissão de base era de 500 milhões, decidimos aumentá-la para 750 milhões de euros”.
Para a EDP, a operação “vem garantir a diversificação das fontes de financiamento, além de ficarmos pré-financiados com dois anos de avanço, até final de 2015”. “O objectivo de diversificar as fontes de financiamento é um objectivo que vemos como completamente alcançado com as emissões efectuadas ao longo deste ano”, assinala o gestor.
“Trata-se também de mostrar que uma empresa, a EDP, tem acesso ao mercado mais exigente, o mercado internacional. Os nossos objectivos que traçámos para 2012 estão, neste momento, alcançados. Esta operação foi importante para a EDP e para Portugal”.
Procura “verdadeiramente global”
A “elevada procura permitiu fazer com que essa esta emissão a cinco anos saísse abaixo de 6%, que fica abaixo dos custos das emissões a retalho em Portugal, com prazos mais curtos”, salienta
António Mexia.
A taxa paga implícita na emissão, de 5,875%, “mostra a capacidade da EDP obter muitas boas condições, sobretudo num país que sofreu cortes de “rating” pelos receios com o risco país”.
Mexia salientou ainda que “a procura veio de todo o lado, da Europa, Ásia, EUA, é uma procura verdadeiramente global, com os melhores nomes a nível mundial”.