Tecnologias Microsoft prepara corte de milhares de postos de trabalho

Microsoft prepara corte de milhares de postos de trabalho

O número de pessoas dispensadas pode chegar às três mil e 75% das saídas vão acontecer fora dos Estados Unidos. A força de vendas será a mais afectada: mas sairão menos de 10% dos trabalhadores.
Microsoft prepara corte de milhares de postos de trabalho
REUTERS
Paulo Zacarias Gomes 06 de julho de 2017 às 18:09
A Microsoft está a planear o corte de "milhares" de postos de trabalho, a maioria dos quais localizados fora dos Estados Unidos no âmbito de uma reestruturação anunciada esta quinta-feira, 6 de Julho, avança a CNBC.

De acordo com aquele meio, os cortes terão impacto sobretudo na área de vendas e podem, segundo a Fortune, ascender aos três mil postos de trabalho.

"A Microsoft está a implementar mudanças para melhorar o serviço aos nossos clientes e parceiros (...). Hoje, estamos a empreender passos para notificar os colaboradores de que os seus postos de trabalho serão eliminados," disse um porta-voz da Microsoft à CNBC.

A maior parte dos cortes (75%) deverá ocorrer fora dos Estados Unidos. O Negócios contactou a Microsoft em Portugal para saber se o país será afectado por esta redução, mas até ao momento não foi possível obter resposta. 

O número de pessoas que deverão terminar o vínculo da empresa não chegará a representar 10% do total do efectivo da equipa de vendas. A redução destes trabalhadores reflecte a maior aposta por parte da companhia fundada por Bill Gates no negócio da "cloud", corporizado na marca Azure, e na inteligência artificial.

A notícia surge depois de, na segunda-feira, a Reuters ter anunciado que a empresa tecnológica iria levar a cabo uma reorganização com impacto nas equipas de vendas e marketing.

A Bloomberg referia a divisão da unidade de vendas em dois segmentos, uma focada nos grandes consumidores e outra nos pequenos e médios clientes. 

A Microsoft emprega 121.567 pessoas em todo o mundo, dos quais 71.594 nos Estados Unidos.

As acções da tecnológica recuam 0,56% para 68,69 dólares, recuperando parte das perdas de início de sessão.

(Notícia actualizada às 18:40 com mais informação)



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mais votado Anónimo 06.07.2017

Já não é primeira, a segunda nem a terceira vez. E não há-de ser a última. Empresas líderes como esta fazem anualmente uma purga baseada em critérios bem definidos que vão desde alterações na procura de mercado por produtos numa óptica sectorial até à performance individual de cada colaborador. É assim que se cria valor e histórias de sucesso empresarial que tornam economias inteiras em portentos. E da mesma maneira que despedem factor trabalho desadequado também contratam à medida que entram em novos projectos e abraçam novos paradigmas empresariais.

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Anónimo 07.07.2017

É bom que os sindicalistas portugueses se comecem a habituar às rondas de despedimentos quando estas são mais do que necessárias em determinada organização porque sem gestão de recursos humanos não existe equidade e sustentabilidade económica, criação de riqueza, nem soberania nacional.

Anónimo 07.07.2017

Existem posições fantásticas em empresas como a Microsoft, com perks fabulosos. O colaborador tem é que ser único e oferecer algo especial à organização, obviamente. E quem estiver insatisfeito e quiser mais vai para a Red Hat ou funda uma Red Hat. A inveja e a mediocridade são queixinhas sem razão e auto-vitimadoras.

Anónimo 07.07.2017

Imaginemos que, tomando um exemplo entre tantos, a Microsoft ainda tinha os 18 mil colaboradores redundantes de 2014, muitos deles ex-Nokia, pioneira das comunicações móveis da era do "tijolo" mas expulsa de fresco do mercado de telemóveis pelo próprio mercado que chegou a dominar durante anos, que agora já estão desvinculados com a empresa norte-americana, a indústria petrolífera internacional os 300 mil feitos excedentários pela quebra do preço do petróleo devido ao excesso de oferta em muito ampliado pelo avanço da tecnologia no sector e o sector bancário mundial mais umas largas centenas de milhar, empregados antes do colapso da banca tradicional amparada pelos Estados e ainda assim em derrocada numa longa queda livre para a irrelevância económica. Imaginemos que as organizações empresariais não eram geridas e os países não eram governados... Seria o caos e a ruína absoluta no mundo. Actualmente em Portugal não é preciso imaginar nada disso.

Mário 07.07.2017

Produzir e poupar, dizia o Salazar. Microsoft? Yeah, paguem 300 euros por um office, e mais 100 por o Windows 10. Depois paguem 550 euros ao pessoal para trabalhar. Nós ficamo-nos pelo Linux. Custo? Zero. Afinal quem é que cria riqueza e valor nas empresas? Os despedimentos são para acionista ver.

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