Banca & Finanças Ministra da Presidência: Negociações no Novo Banco não devem ser tidas em público

Ministra da Presidência: Negociações no Novo Banco não devem ser tidas em público

A ministra da Presidência afirmou hoje que uma eventual nacionalização do Novo Banco não foi discutida em Conselho de Ministros, considerando que as negociações para venda "não devem ser tidas em público".
Ministra da Presidência: Negociações no Novo Banco não devem ser tidas em público
Pedro Elias
Lusa 05 de janeiro de 2017 às 14:17

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros de hoje, Maria Manuel Leitão Marques foi questionada pelos jornalistas sobre uma eventual nacionalização do Novo Banco, admitida na quarta-feira pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, numa entrevista ao DN e à TSF.

 

"A questão não foi discutida. A informação foi dada pelo senhor ministro das Finanças, naturalmente. Estas negociações não devem ser tidas em público, embora haja mais coisas publicadas do que aquilo que se devia", respondeu apenas a ministra.

 

Segundo Maria Manuel Leitão Marques, esta é "uma negociação que obedece às regras de uma qualquer negociação", recordando que "há mais propostas em discussão que estão a ser consideradas, numa situação devidamente articulada entre o Banco de Portugal e o Governo, através do senhor ministro das Finanças".

 

A conferência de imprensa aconteceu momentos depois ter sido conhecido uma nota do Ministério das Finanças, na qual é deixada a garantia do Governo de que a venda do Novo Branco a privados não terá impacto nas contas públicas ou encargos para os contribuintes e acautelará a estabilidade do sistema financeiro, um dia depois de ser anunciado que a Lone Star é a mais bem colocada.

 

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa foi ainda questionada sobre os prazos para este tema, tendo esclarecido que "há alguma urgência nesta negociação, mas não há nenhum prazo estabelecido para o seu encerramento".

 

De acordo com Maria Manuel Leitão Marques, relativamente ao Novo Banco no Conselho de Ministros de hoje "foi dada a informação no sentido daquilo que é público" e foi comunicado pelo Ministério das Finanças que as negociações deverão prosseguir para "resolver algum problema das condicionantes da proposta que estava em cima da mesa, delas poderem ser aprofundadas com esse ou com outros eventuais compradores".

 

"Vamos acompanhando essa negociação no sentido de evitar que esta venda eventual do Novo Banco - se for o caso - possa trazer algum problema para a dívida pública que é aquilo que nos compete evitar que aconteça", reiterou a governante.

 

O Banco de Portugal anunciou na quarta-feira que vai convidar o fundo norte-americano para um "aprofundamento das negociações" e hoje o Ministério das Finanças manifesta esperança que "o aprofundamento das negociações que agora se inicia permita concluir com celeridade este processo" e ultrapassar as condicionantes existentes.

 

O Ministério das Finanças adianta ainda estar a analisar em detalhe a informação enviada pelo Banco de Portugal, destacando "existirem neste momento várias propostas para a aquisição do Novo Banco".

 




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 2 semanas


Ladrões FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

UM EXEMPLO DE INJUSTIÇA QUE É URGENTE CORRIGIR

Um técnico superior reformado em 2005 pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) levou uma pensão de 2.026 euros consigo. Se se tivesse aposentado na mesma altura, com o mesmo salário, pelas regras da Segurança Social, teria levado para casa 1.512 euros.

Ora bem 500€ x 10 anos x 12 meses = 60.000€ a mais, que esse gajo já embolsou desde 2005, à custa de quem trabalha.
Rica mama.
Deve ser obrigado a devolver tudo.

Enganei-me nas contas, são 14 meses por ano, ainda lhe estava a perdoar 10.000€ (sortudo).
Afinal tem que devolver 70.000€.

Receber 70.000€ a mais, em 10 anos?
Isso dá para comprar um carro de 30.000€, de 4 em 4 anos.


ESTE É MESMO O PAÍS DAS MARAVILHAS... PARA ALGUNS.


comentários mais recentes
Lr Há 2 semanas

Não vá o "diabo" ver...

Anónimo Há 2 semanas

Será q esta gente da politica n percebe por cada dia que passa sem solução para este problema do NB, é mais um dia que ficará mais caro ao bolso do contribuinte. Acabem com este teatro façam cm no Reino Unido: Nacionalização imediata e coloquem uma pedra sobre o assunto.

Tereza economista Há 2 semanas

O POVO TEM RAZÃO. Perante os mesmos anos de descontos e conforme o valor assim devem ser as pensões no publico e privado.

Anónimo Há 2 semanas

Mas o dinheiro não é público? Ou será que o Governo tomou posse do Estado e dos seus bens, alheando-se do dever de informação aos cidadãos?

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub