Banca & Finanças Ministro de Cabo Verde: CGD pode entrar no Fundo Soberano de Cabo Verde

Ministro de Cabo Verde: CGD pode entrar no Fundo Soberano de Cabo Verde

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pode vir a participar na criação do Fundo Soberano de 100 milhões que Cabo Verde quer criar para apoiar o sector privado, disse à agência Lusa o ministro das Finanças, Olavo Correia.
Ministro de Cabo Verde: CGD pode entrar no Fundo Soberano de Cabo Verde
Tiago Sousa Dias/Correio da Manhã
Lusa 20 de julho de 2017 às 07:34
O Fundo Soberano de Garantia de Investimentos Privados, dotado de um capital inicial de 100 milhões de euros, visa permitir que as empresas tenham acesso ao mercado externo bancário e de capitais para financiarem investimentos de maior envergadura.

A criação de um Fundo foi anunciada pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, mas pormenores sobre a forma de capitalização e as condições para acesso a garantias do referido fundo não foram divulgados.

Em entrevista à agência Lusa, Olavo Correia admite a possibilidade de a Caixa Geral de Depósitos poder participar na operação de capitalização, mas escusa-se a revelar mais dados, remetendo para breve a divulgação de toda a informação sobre o referido fundo.

"A Caixa Geral de Depósitos pode vir a participar do fundo que vamos criar. Tem havido conversas com a CGD, vamos aprofundar essas conversas. A criação do Fundo não está dependente da decisão da CGD, mas o apoio da Caixa é sempre bem-vindo para podermos ter um fundo com mais capital e criar as condições, quer para as empresas cabo-verdianas, quer para as empresas portuguesas que intervêm e actuam em Cabo Verde", disse.

Olavo Correia adiantou que a solução de capitalização do Fundo está a ser ultimada e envolve o capital do 'trust fund' actualmente existente.

"Temos soluções ao nível do 'trust fund' que tínhamos criado e cujo capital é propriedade do Estado cabo-verdiano e podemos, ao nível de um acordo que podemos estabelecer, afectar parte desse capital a esse fundo soberano", adiantou Olavo Correia.

Assegurou que o Estado tem capital para afectar ao Fundo e sublinhou a importância de avançar com a criação de um mecanismo que servirá de garantia ao financiamento bancário ao sector privado.

"O que importa é começar com um capital necessário para credibilizar o próprio fundo soberano. Estamos a ultimar os regulamentos, mas vamos ser altamente criteriosos em matéria de condições de acesso porque temos que garantir a perpetuidade do capital", disse.

Segundo Olavo Correia, com a criação do Fundo será possível "alavancar a economia cabo-verdiana e partilhar os riscos com o sistema bancário, mas nunca substituir o sistema bancário".

O Fundo Soberano de Garantia de Investimentos Privados é um dos instrumentos de partilha de risco com o sector financeiro e de estímulo ao financiamento que o Governo pretende implementar e que será complementado com um Fundo de Garantia de Apoio às pequenas e médias empresas, linhas de crédito às instituições de microfinanças, bem como a atracção de instituições de financiamento internacionais para financiamento às grandes empresas cabo-verdianas.



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mais votado FMG 20.07.2017

Era boa oportunidade para alavancar o imenso potencial que a CGD apresenta em matéria de Gestão de Ativos, ultrapassando a perversa tentação de o usar prioritariamente como um meio de criar e perpetuar prateleiras parasitárias de direção; reforçando o seu papel de estimulo eficaz e de apoio competente e de qualidade à poupança tão necessária dos Portugueses; servindo de ponta de lança para colaborar, como neste caso, com os inolvidáveis países-irmãos de Língua Portuguesa.
Os Portugueses (imaginativos e dinãmicos quando motivados, e competentes quando devidamente enquadrados) sempre foram historicamente bons em matéria de Gestão de Ativos.Atualmente, como no passado, os melhores estão a partir colocando-se ao serviço de outros Povos.Que fiquem onde nasceram e com quem os criou, e que uma nova e regenerada CGD os aproveite - para seu bem, mas principalmente , para bem dos seus clientes e do País.

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FMG 20.07.2017

Era boa oportunidade para alavancar o imenso potencial que a CGD apresenta em matéria de Gestão de Ativos, ultrapassando a perversa tentação de o usar prioritariamente como um meio de criar e perpetuar prateleiras parasitárias de direção; reforçando o seu papel de estimulo eficaz e de apoio competente e de qualidade à poupança tão necessária dos Portugueses; servindo de ponta de lança para colaborar, como neste caso, com os inolvidáveis países-irmãos de Língua Portuguesa.
Os Portugueses (imaginativos e dinãmicos quando motivados, e competentes quando devidamente enquadrados) sempre foram historicamente bons em matéria de Gestão de Ativos.Atualmente, como no passado, os melhores estão a partir colocando-se ao serviço de outros Povos.Que fiquem onde nasceram e com quem os criou, e que uma nova e regenerada CGD os aproveite - para seu bem, mas principalmente , para bem dos seus clientes e do País.

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