Telecomunicações Ministros da UE acordam novo calendário para 5G

Ministros da UE acordam novo calendário para 5G

Os ministros das telecomunicações da União Europeia querem que a implementação da rede 5G esteja concluída até 2025, uma meta que representa o prolongamento por mais cinco anos face aos objectivos iniciais de Bruxelas.
Ministros da UE acordam novo calendário para 5G
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 05 de dezembro de 2017 às 16:30

Os ministros do sector de telecomunicações da União Europeia assinaram um novo acordo para implementar o 5G até 2025. E querem rever as regras para a atribuição do espectro para a redes da quinta geração de internet móvel.

O novo calendário, assinado no dia 4 de Dezembro pelos ministros europeus do sector, prevê, assim, o prolongamento por mais cinco anos face à proposta original da Comissão Europeia, para as operadoras concluírem o desenvolvimento do 5G. No entanto, querem que até 2020 o 5G esteja disponível em pelo menos uma cidade de cada país da UE.

"Até ao ano 2025, queremos ver a presença do 5G nas grandes cidades e nas principais rotas de transporte de todos os países europeus. Essas redes 5G são necessárias tanto para os cidadãos como para os dispositivos que exigem redes de internet de alta com quantidades cada vez maiores de dados ", comentou Urve Palo, ministra da Estónia.

Os responsáveis confessaram ainda que estão relutantes em aceitar as regras definidas pela União Europeia para os leilões do espectro, que podem chegar a vários mil milhões de euros para os Estados-membros. Em Setembro de 2016, Bruxelas propôs alterar a actual legislação para tornar o processo mais fácil e menos demorado de modo a que as autoridades nacionais pudessem avançar com o leilão por 25 anos.

De acordo com as estimativas da Comissão Europeia, os operadores terão de investir 500 mil milhões de euros para expandir a rede 5G a toda a UE até 2025, com uma diferença prevista de 155 mil milhões de euros se a lei não mudar.

"Os Estados-membros têm opiniões ligeiramente diferentes em relação à quantidade de regulamentação que deve haver da União Europeia sobre a distribuição das licenças", explicou Urve Palo. Na opinião dos ministros do sector, os Estados-membros deveriam ter maior poder no estabelecimento das regras.

Sobre a questão das licenças, os responsáveis vão ter ainda mais reuniões para tentarem chegar a consenso.

 




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