Banca & Finanças Minoritários querem 3,15 euros por acção do BPI

Minoritários querem 3,15 euros por acção do BPI

A associação que representa os pequenos investidores acredita que há um pagamento diferente a Isabel dos Santos, em relação aos outros accionistas do BPI, na venda de 2% do BFA. 
Minoritários querem 3,15 euros por acção do BPI
Paulo Duarte/Negócios
Diogo Cavaleiro 27 de outubro de 2016 às 10:49

Os minoritários querem que o CaixaBank pague 3,15 euros por cada acção do BPI, um valor bastante diferente dos 1,134 euros prometidos na oferta pública de aquisição (OPA).

 

Em conferência de imprensa marcada esta quinta-feira, 27 de Outubro, Octávio Viana, presidente da ATM, afirmou que os 3,15 euros correspondem ao preço justo porque inclui a transferência do controlo no BFA com a venda de 2% à Unitel, de Isabel dos Santos. Esta venda foi a solução encontrada pelo banco liderado por Fernando Ulrich para reduzir a exposição a Angola, a que está obrigado pelo Banco Central Europeu. 

 

"Ou então deverá ser nomeado um auditor independente para fixar a tal contrapartida que, em todo o caso, nunca poderá ser inferior a esse valor de 2,12 euros e deverá situar-se nos 3,15 euros por acção", indica a nota de imprensa da ATM. 

 

O CaixaBank oferece 1,134 euros por título do BPI na OPA obrigatória por ser essa a cotação mínima exigida pela lei. Mas a ATM defende que não pode ser essa a base de cálculo porque aquela votação mínima está já influenciada pela OPA voluntária lançada já, antes da desblindagem dos estatutos, pelo grupo catalão. 

Para já, e acreditando que o CaixaBank estará disponível para elevar o preço da OPA, Octávio Viana quer que a CMVM promova o diálogo entre todos os envolvidos. E parte de um princípio em relação a contrapartida: o preço justo é 3,15 e, ainda que admitindo que a contrapartida possa ser inferior, só acima de 2,26 euros é que é aceitável. Esse foi o primeiro preço que a administração de Artur Santos Silva e Fernando Ulrich consideraram justo em relação a primeira OPA dos catalães lançada em 2015. 




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comentários mais recentes
Anónimo 27.10.2016

Os acionistas minoritários que se amanhem, porque o negocio com os catalães já está fechado.E, eles n pagam nem mais um tostão, excepto para alguns da aristocracia financeira e republicana que souberam negociar as suas posições a €3, €4 ou quiçá a €9/ação, ou seja, é: a lei da selva com esta CMVM!

Anónimo 27.10.2016

esta associaçao deve representar os interesses do Pai Natal!!!!

J. SILVA 27.10.2016

Esta associação, que pretensamente diz representar os pequenos investidores, quase não se vê e, quando aparece, é sempre em contextos pouco claros e com interesses dúbios. Vejam o que se passa no BCP, em que os pequenos investidores são espoliados e esta Associação não dá sinal de vida, muda e queda

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