Empresas Montalegre vê na exploração de lítio oportunidade única de combater despovoamento

Montalegre vê na exploração de lítio oportunidade única de combater despovoamento

O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, afirmou hoje que o projecto de exploração de lítio junto à aldeia de Carvalhais "será uma oportunidade única de combate ao despovoamento" da região.
Montalegre vê na exploração de lítio oportunidade única de combater despovoamento
Bloomberg
Lusa 24 de julho de 2017 às 10:34

Segundo o autarca, a empresa Dakota Minerals prevê um investimento de cerca de 370 milhões de euros no concelho na exploração de lítio, na zona de Carvalhais, e também na construção de uma fábrica para o processamento dos compostos de lítio.

 

O lítio é usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de electrodomésticos.

 

Se os projectos avançarem, tanto a exploração como a fábrica, serão criados "mais de 200 postos de trabalho".

 

"Este projecto de exploração de lítio será uma oportunidade única de combate ao despovoamento da região", afirmou Orlando Alves, num comunicado emitido após uma reunião com representantes da companhia australiana.

 

O presidente referiu que a Dakota Minerals já investiu cerca de um milhão de euros nas actividades de prospecção.

 

Em Montalegre, a empresa opera em parceria com a portuguesa Luso Recursos, através de um acordo para a detenção dos direitos de exploração.

 

O processo está, actualmente, em fase de licenciamento. O autarca aproveitou para fazer um ponto da situação do 'dossier'.

 

"É um processo complicado que está a ser desenvolvido no Ministério da Economia, na Direcção Geral de Energia e Geologia", frisou.

 

Esclareceu que, numa primeira fase, está previsto um investimento de 70 milhões de euros, direccionados para o fabrico de placas utilizadas na construção de electrodomésticos.

 

Depois, já numa fase posterior, está previsto um investimento de mais 300 milhões de euros, na produção de baterias para a indústria automóvel, com a perspectiva de emprego para mais de 200 pessoas.

 

"Espero que não haja empecilhos jurídicos. Da parte do município, move-nos o interesse de fazer chegar a mensagem de que nada se faça a troco de nada e tudo se faça a troco de tudo", salientou.

 

Ou seja, acrescentou, "que não se entregue a exploração a qualquer preço, antes se exija ao concessionário que todo o processo de transformação aconteça no território para que o valor acrescentado fique no país e tudo isto tenha maior impacto no desenvolvimento regional e, consequentemente, na economia nacional".

 

O presidente informou ainda que encetou "as diligências necessárias junto da Secretaria de Estado da Energia por forma a incluir, no caderno de encargos da exploração, a obrigatoriedade da transformação do mineral em território concelhio o que originará mais trabalho qualificado e valor acrescentado para a economia nacional".

 

Orlando Alves classificou este projecto como "uma alavanca de oportunidades" para o território, que passam, desde logo, por "atrair mão-de-obra qualificada".

 

"A região vê nesta exploração uma oportunidade única para o repovoamento do território e uma oportunidade impar de engrandecimento das finanças públicas do nosso país, tão carente de receitas e de investimento estrangeiro", sustentou.

 

Portugal está entre os 10 maiores produtores mundiais de lítio, cujo valor económico vem sendo incrementado pela utilização dos carros eléctricos. 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 24.07.2017

Portugal é de extremos. São os recursos algarvios e agora os transmontanos. Ainda bem! Espero que tenham em atenção aos meios!

Saber mais e Alertas
pub