Banca & Finanças Monte dei Paschi fecha semestre com prejuízos superiores a três mil milhões

Monte dei Paschi fecha semestre com prejuízos superiores a três mil milhões

O Monte dei Paschi terminou o primeiro semestre do ano com um prejuízo superior a três mil milhões de euros, num período marcado por provisões recorde, no âmbito da reestruturação.
Monte dei Paschi fecha semestre com prejuízos superiores a três mil milhões
Bloomberg
Negócios 14 de agosto de 2017 às 07:32

O Monte deu Paschi di Siena terminou o primeiro semestre do ano com um prejuízo de 3,2 mil milhões de euros, um valor que é justificado pelas provisões no montante de cerca de quatro mil milhões de euros registadas neste período, de acordo com o comunicado emitido na sexta-feira, 11 de Agosto, pelo banco italiano.

A margem financeira diminuiu, num período em que o volume gerado pelas comissões também caiu.

 

O Monte dei Paschi está a ser alvo de uma reestruturação que pretende evitar o colapso do banco mais antigo do mundo.

 

Só no segundo trimestre, o banco registou um prejuízo de 3,1 mil milhões de euros, num período em que contabilizou cerca de quatro mil milhões de euros em provisões para fazer face ao crédito malparado.

 

Comparando com o caso português, o Banco Espírito Santo (BES) terminou o segundo trimestre de 2014 com um prejuízo trimestral de 3,488 mil milhões de euros, cerca de dois meses antes de ter sido declarada a resolução da instituição financeira.

 

No caso do banco italiano, está a correr um plano de reestruturação, que já mereceu a aprovação de Bruxelas, que passa pela injecção de 5,4 mil milhões de euros,  através de uma recapitalização cautelar, sendo que em troca o banco italiano tem de implementar um plano de reestruturação.

 

Para que Bruxelas desse o aval à operação, foi ainda necessário que os accionistas e os credores juniores do Monte dei Paschi garantissem a contribuição com 4,3 mil milhões de euros no plano de recapitalização do banco, por forma a limitar "a utilização de dinheiro dos contribuintes". Os detentores de obrigações juniores vão ver os seus títulos transformados em acções, o que diluirá os actuais accionistas. A entrada do Estado no capital do banco, através da injecção de 5,4 mil milhões de euros, também diluirá a posição dos actuais accionistas.




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