Banca & Finanças Montepio regressa aos lucros

Montepio regressa aos lucros

A venda de títulos de dívida portuguesa e as comissões bancárias contribuíram para os lucros do Montepio em 2017, depois das perdas no ano anterior. A quebra nos custos e nas imparidades também.
Montepio regressa aos lucros
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 08 de fevereiro de 2018 às 17:36

A Caixa Económica Montepio Geral regressou aos lucros. Obteve 30,1 milhões de lucro em 2017, o que compara com as perdas de 86,5 milhões do ano passado. Os números foram revelados em comunicado esta quinta-feira, 8 de Fevereiro. 

 

A subida da margem financeira, a descida dos custos e o recuo das imparidades justificam a evolução positiva dos resultados apresentados por José Félix Morgado (na foto), que deverá abandonar em breve a liderança da instituição. A caixa não fez conferência de imprensa para reportar as contas do ano passado. 

 

A margem financeira do Montepio fixou-se em 263,9 milhões de euros em 2017, uma subida de 4,3% em relação ao ano anterior, que a entidade atribui à redução das remunerações pagas nos depósitos, superior à queda dos juros recebidos nos créditos.

 

Além disso, as comissões bancárias cresceram 15% para 117 milhões de euros, com o banco a dizer que fez uma "adequação do preçário".

 

Não foram, contudo, as únicas fontes de proveitos da instituição totalmente detida pela Montepio Geral – Associação Mutualista. Nos resultados de operações financeiras, houve uma quase duplicação, para 72,8 milhões de euros, dos resultados de operações financeiras: a venda de títulos de dívida pública portuguesa foi o motivo.

 

Uma outra rubrica em crescimento foram os "outros resultados de exploração", sobre a qual a caixa não dá grandes explicações: o avanço de 31,8 milhões negativos para 38,8 milhões de euros positivos é explicado pelo "desempenho positivo associado a activos imobiliários".

 

Em suma, o produto bancário do Montepio cresceu 36% para 505,2 milhões de euros.

 

Custos caem com redução de pessoal

 

O que também caiu foram os custos com pessoal: um recuo de 5% para 268,3 milhões de euros, conduzido pela queda dos custos com salários e dos gastos gerais. A caixa económica terminou 2017 com 3.630 trabalhadores.

 

As imparidades para crédito deslizaram 24% para 138 milhões, registando-se também quedas nas imparidades para outros activos.

 

Em termos de capital, o Montepio apresentou um rácio CET 1 (common equity tier 1, que mede o peso dos melhores fundos) de 13,5%, acima dos 10,4% um ano antes. Em Junho, foi capitalizado em 250 milhões de euros, por determinação do Banco de Portugal.

 

Crédito cai 6%, depósitos praticamente estagnados

 

Os depósitos de clientes ficaram em 12.561 milhões de euros em Dezembro, mais 0,7% do que um ano antes.

Já os créditos a clientes totalizaram 14.064 milhões, uma descida de 6,5% - o banco diz que se deve à venda de carteira de créditos em incumprimento e a uma "exigente política" de alteração de preços nos empréstimos concedidos.


(Notícia actualizada às 18:22 com mais informações)



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comentários mais recentes
AUDITOR Há 2 semanas

Isto é só um embuste para ajudar a passar, na opinião publica, que a SCML está a fazer um bom investimento.........
areia para os olhos dos parvos..........
Perguntem à Haitong se recomendava aos seus clientes esse investimento.
O MG é a bala de prata da Haitong?

Anónimo Há 2 semanas

a engenharia financeira é deliciosa mas tb pode ser amarga...

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