Banca & Finanças Montepio remodela balcões nos próximos três anos

Montepio remodela balcões nos próximos três anos

Depois de cortar 90 agências nos primeiros nove meses do ano, a caixa económica do Montepio avança para um novo posicionamento. O início do processo custa 6 milhões.
Montepio remodela balcões nos próximos três anos
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 06 de fevereiro de 2017 às 18:37

O Montepio está a remodelar os seus balcões. O processo iniciou-se esta segunda-feira, 6 de Fevereiro, e estende-se por três anos. A mudança acontece depois da reestruturação que ditou o fecho, nos primeiros nove meses do ano passado, de 90 agências da caixa económica.

 

"Isto é um plano a três anos", disse José Félix Morgado, num encontro com jornalistas no balcão da Rua Castilho, em Lisboa, o primeiro a ser alterado. Para já, começam as agências na capital, depois estender-se-á pela presença geográfica da caixa económica no país. 

 

No final de Setembro, o Montepio contava com 331 balcões, menos 90 do que no final do ano anterior. Ainda não há dados relativos ao final do ano e Félix Morgado não quis falar deles. Aliás, o presidente executivo da caixa económica só falou do novo posicionamento da instituição, não querendo fazer considerações sobre outros assuntos.

 

Serão investidos 6 milhões de euros numa primeira fase, mas o valor global colocado neste plano não foi revelado. O logotipo permanece igual mas há uma nova assinatura: "Só um banco diferente nos leva mais longe".

 

"A nova imagem da CEMG [Caixa Económica Montepio Geral] surge agora mais clara e luminosa, onde se destacam o amarelo e a seta ascensional", indica o comunicado do grupo sobre o tema. A aposta em montras digitais faz parte do novo modelo em que o Montepio pretende insistir na inovação - a transformação digital é o passo que se segue. 

 

O segmento de clientes continua a ser o mesmo, isto é, famílias, economia social e pequenas e médias empresas, diz o sucessor de António Tomás Correia à frente da caixa económica, que se está a transformar numa sociedade anónima. Esta modificação não vai abrir o capital a privados, têm garantido a caixa e a sua dona, a mutualista.

 

Na agência da Castilho, há um espaço para o atendimento ao associado da mutualista, de que, funcionalmente, a caixa económica está agora separada por determinação do Banco de Portugal. 


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comentários mais recentes
JCG 07.02.2017

Tretas! Está-se mesmo a ver que o problema da Caixa do Montepio está na cor e no desenho ou tamanho das letras da marca. Nada como dar a ganhar mais uma data de milhões a umas agências amigas.
Se há alguma coisa a alterar, no meu entender, seria alterar o nome da Caixa porque, apesar de serem instituições com mais de um século, 99% dos portugueses continua (com a ajuda de competente jornalismo) a confundir a Caixa ou Banco do Montepio com o Montepio - Associação Mutualista (a casa-mãe), o que mostra bem a enorme competência do marketing da casa e dos milhões gastos na função. Mudem o nome da Caixa: tirem o nome Montepio e chamem-lhe, por exemplo, PELICANO (Banco Pelicano). Que até o símbolo do Montepio. Acho que seria uma excelente marca e, ai sim, abria-se uma nova era.

Anónimo 06.02.2017

POR ISSO COMEÇARAM A INVENTAR COMISSÕES ATRÁS DE COMISSÕES, MUITAS DELAS SUBIRAM 100%, QUEM PAGA A PORCARIA DAS OBRAS SÃO OS CLIENTES SEMPRE. ESTOU FARTO DESTES TIPOS DOS BANCOS.

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