Banca & Finanças Moody’s: Aumento de capital é positivo para o BCP mas plano estratégico é "desafiante"

Moody’s: Aumento de capital é positivo para o BCP mas plano estratégico é "desafiante"

"Acreditamos que o cumprimento destas metas seja desafiante para o BCP, tendo em conta que as modestas perspectivas de crescimento económico em Portugal", indica a Moody's que elogia a solidez que a operação vai trazer.
Moody’s: Aumento de capital é positivo para o BCP mas plano estratégico é "desafiante"
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 16 de janeiro de 2017 às 14:44

A Moody’s considera que o aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros que o Banco Comercial Português inicia esta semana é positivo para o seu crédito. Contudo, há dúvidas sobre a concretização do plano estratégico para 2018.

 

"A transacção é positiva em termos de crédito para os credores do BCE porque permite ao banco reforçar a sua capacidade de absorção de risco e reembolsar os 700 milhões de euros em instrumentos de capital contingente (CoCos) ainda por devolver que o Estado português injectou em 2012", indica o comunicado emitido esta segunda-feira, 16 de Janeiro.

 

O aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, onde a Fosun se propõe a aumentar a sua posição de 16,7% para 30% do banco, vai ter início esta terça-feira. Apesar de a transacção ser considerada positiva para o crédito da instituição financeira liderada por Nuno Amado, o "rating" continua a ser especulativo, o quarto nível de "lixo" na óptica da Moody's em "B1".

 
O encaixe com a operação possibilita o reembolso dos CoCos antes da data limite de Julho de 2017 "mas também reforça os níveis de solvência, apesar das enormes perdas registadas nos primeiros nove meses do ano devido a um significativo esforço extraordinário de provisionamento". Um reforço que permitirá, igualmente, o cumprimento dos rácios de capital mínimos exigidos ao banco.

 

Plano estratégico traz dúvidas

 

No documento que divulgou sobre o aumento de capital, o BCP menciona também a necessidade de cumprimento do plano estratégico para 2018, que passa, por exemplo, por um rácio de solidez de referência (CET1) de um mínimo de 11% e a melhoria dos resultados operacionais.

 

"Acreditamos que o cumprimento destas metas seja desafiante para o BCP, tendo em conta que as modestas perspectivas de crescimento económico em Portugal fazem com que seja difícil reduzir significativamente as exposições problemáticas da carteira de crédito do banco", comenta a nota assinada por María Vinuela.

 

Além disso, assinala ainda a Moody’s na sua nota desta segunda-feira, o enquadramento de baixas taxas de juro e o fraco volume de negócios que ainda existe em Portugal dificultam a arrecadação de receitas operacionais para o banco presidido por Nuno Amado.

O aumento de capital arranca esta terça-feira com o destaque dos direitos que permitem aos investidores participar na operação e manter a sua posição.




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado gspvc Há 1 semana

É sempre positivo, eu se pudesse pedir(extorquir) dinheiro a terceiros para pagar as minha dividas, sem ter qualquer penalização e sem ter que dar garantias que não vou poder retribuir no futuro também conseguiria levar uma vida descansada e sem sobressaltos, com o dinheiro que cai do céu (não é mas é quase) é fácil gerir instituições insustentáveis

comentários mais recentes
Jota Há 1 semana

A queda foi longa, brutalmente longa, mas "parece" que agora a coisa pode endireitar. Isto não era verdade nos ultimos ACs. O que não compreendo é que haja acionistas que perderam mais de 90% do investimento e que, no preciso momento em que a coisa pode inverter, tenham desatado a vender!

Skizy Há 1 semana

"Caso as acções subam, já estou a ver o ulisses a dizer que tinha recomendado vestir o fato de touro. Ser analista como este pateta é fácil , tanto diz que vai descer mas que também pode subir, assim acerta sempre. Haja paciência para estes totós"

Ulisses nunca disse algo desse género, ele disse sempre que até podiam dar ressaltos mas a tendência ainda está la! Eu sai a mais de 6 meses da miséria do BCP se tivesse saído quando ele avisou a 1 ano, que o BCP precisava de aumento de capital tinha perdido menos umas boas centenas!

Francisco Há 1 semana

Não tem a mínima hipótese. Vai-se comprar ações a '.09 para valerem .14 e depressa vão chegar a .07 sem espinhas. Dinheiro ali é para enterrar. Chineses? Ainda por cima com o Trump... Só gasta ali dinheiro quem não precisa dele, quem pode perder sem lhe fazer falta, e vai brincar.

Anónimo Há 1 semana

um banco que está a operar para sustentar os shortes, a unica coisa que faz bem é perder valor, trabalha ao contrario, um parasita que come tudo o que lá investem. vergonha de gente sem vergonha.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub