Banca & Finanças Moody’s mantém Novo Banco no oitavo nível de lixo mas retira ameaça de novo corte

Moody’s mantém Novo Banco no oitavo nível de lixo mas retira ameaça de novo corte

A agência de notação financeira manteve no oitavo nível de investimento especulativo a dívida sénior do Novo Banco e um nível acima o rating dos depósitos de longo prazo, se bem que este último esteja sob vigilância negativa. Já o perfil de crédito individual foi melhorado.
Moody’s mantém Novo Banco no oitavo nível de lixo mas retira ameaça de novo corte
Bruno Simão
Carla Pedro 06 de outubro de 2017 às 15:16

A Moody’s reiterou esta sexta-feira a classificação da dívida sénior de longo prazo do Novo Banco em Caa2, que corresponde ao oitavo nível de lixo [a chamada categoria de investimento especulativo].

 

Quanto à perspectiva para a evolução da qualidade da dívida ("outlook"), foi melhorada de "sob vigilância negativa" para "positiva".

 

Com efeito, no passado dia 5 de Abril, a Moody’s tinha cortado o rating do Novo Banco para Caa2 e colocado o "outlook" "under review for downgrade", mas agora, findo esse período de análise, decidiu atribuir-lhe uma perspectiva positiva, retirando assim a ameaça de voltar a cortar a sua notação.

 

Já o rating dos depósitos de longo prazo manteve-se em Caa1, que é o sétimo nível de "junk" – mas com vigilância negativa, ou seja, com possibilidade de revisão em baixa.

 

Por outro lado, a agência de notação financeira procedeu a um "upgrade" do perfil de crédito individual do banco [Baseline Credit Assessment - BCA], que mede a solidez financeira da empresa.

 

O BCA passou assim de Ca [última categoria da escala da Moody’s, quando se encontra em elevado risco de incumprimento, com possibilidade de não haver uma capacidade integral de pagamento e com poucas perspectivas de recuperação do investimento ou dos juros] para uma categoria acima, a de Caa2 – em que também há um elevado risco de incumprimento, mas a capacidade de pagamento já depende de condições favoráveis e sustentáveis.

 

As decisões de hoje seguem-se ao anúncio feito pelo Novo Banco, a 4 de Outubro, sobre os resultados da oferta de compra de dívida do Novo Banco, que permitiu gerar uma folga de solidez de 500 milhões de euros, sublinha a Moody’s no relatório a que o Negócios teve acesso.

 

De acordo com a agência, estas decisões reflectem também a expectativa de que a venda do banco à Lone Star, ainda pendente da aprovação da Comissão Europeia, seja concluída com sucesso.

 

Relativamente ao BCA, o "upgrade" reflecte a perspectiva da Moody’s de que a qualidade creditícia do banco melhorou na sequência da sua recapitalização. 




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