Energia Moody's reafirma rating da REN após compra da EDP Gás

Moody's reafirma rating da REN após compra da EDP Gás

A Moody's considera que a compra da EDP Gás Distribuição encaixa-se no modelo de negócio da REN e manteve o rating em 'Baa3', com perspectiva estável.
Moody's reafirma rating da REN após compra da EDP Gás
André Cabrita-Mendes 13 de abril de 2017 às 12:43
A Moody's aprova a compra da EDP Gás Distribuição pela REN por 532,4 milhões de euros. A agência reitera o rating da REN e mantém a perspectiva em "estável" após esta operação, segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira, 13 de Abril.

A Moody's considera que a aquisição se encaixa no modelo de negócio da REN e manteve o rating em 'Baa3', o último nível da categoria de investimento de qualidade.

O reiterar do "rating" teve em conta que a aquisição da EDP Gás não irá "alterar o perfil de risco da REN", na expectativa de que a REN vai ter "sucesso" no aumento de capital planeado de 250 milhões para financiar parte da compra da EDP Gás.

"A aquisição da EDP Gás vai reforçar a posição da REN no seu mercado doméstico, com a adição de mais 452 milhões de euros de Base de Activos Regulados (BAR), ajudando a compensar a redução gradual do BAR do transporte de electricidade de gás, à medida que os níveis de investimento recuam", escreve o vice-presidente da Moody's, Niel Bisset.

"A reafirmação do rating também teve em conta a visão da Moody's que a REN consegue absorver a planeada aquisição e manter um perfil financeiro consistente com o rating 'Baa3'. Isto reflecte que o negócio vai ser financiado em parte pela emissão de 250 milhões de euros de capital, e os sólidos resultados da REN em 2016 quando reportou um EBITDA de 476 milhões", pode-se ler no documento.

A Moody's diz que apesar da dívida ir "aumentar em 11% com a aquisição, a partir dos 2.478 mihões no final de 2016", as suas contas mostram que este aumento "permanece consistente com o rating Baa3".

A agência de notação alerta para as eventuais pressões negativas sobre o rating da REN, em caso de "desempenho operacional mais fraco do que o esperado, investimento mais elevado que o planeado, aquisições adicionais financiadas à base de dívida ou um aumento de dividendos; ou caso venha a ter lugar "uma nova deterioração do ambiente económico em Portugal"

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 



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