Banca & Finanças Morgan Stanley cria veículo para desbloquear compra de dívida do Novo Banco

Morgan Stanley cria veículo para desbloquear compra de dívida do Novo Banco

O Morgan Stanley terá sido o responsável pela solução que permitiu ao Novo Banco desbloquear a recompra de obrigações, convencendo a Pimco. O banco criou um veículo que dará liquidez aos depósitos que ficarão nas mãos dos investidores que aceitarem vender as obrigações.
Morgan Stanley cria veículo para desbloquear compra de dívida do Novo Banco
Bloomberg
Bloomberg Maria João Gago 28 de setembro de 2017 às 16:10

O banco americano Morgan Stanley estará por detrás de um veículo especial que será determinante para a o processo de recompra das obrigações do Novo Banco, revelou fonte próxima do processo, citada pela Bloomberg.

 

Esta estratégia terá sido determinante para convencer investidores como a Pimco a participar neste processo. Ainda que não se saiba a percentagem exacta, é certo que a Pimco tem uma palavra determinante para viabilizar a operação. E, depois de ter recusado inicialmente as condições apresentadas pelo banco liderado por António Ramalho, já terá aceite.

 

O Morgan Stanley terá encontrado a solução para aquilo que era alvo de objecção por parte dos detentores de dívida, arranjando uma forma de transformar os depósitos a prazo, que serão constituídos para os investidores que aceitarem a oferta de compra das obrigações, em activos transaccionáveis.

 

A solução encontrada passa por transformar os depósitos em obrigações transaccionáveis por um veículo especial, chamado de Emerald Bay, segundo as mesmas fontes.

 

O Morgan Stanley terá apresentado a solução esta semana e deverá ficar com, pelo menos, 50 pontos base de cada negociação. As assembleias-gerais que não reuniram ou que não juntaram o quórum necessário na primeira chamada estão agendadas para esta sexta-feira, 29 de Setembro. 

 

Para convencer os obrigacionistas a aceitarem a oferta de compra de dívida, o Novo Banco concebeu uma proposta comercial que permite aos investidores recuperarem a quase totalidade do capital aplicado nas obrigações através de depósitos a prazo. As aplicações têm de se manter por um período entre três e cinco anos e pagam taxas de juro que variam entre 1% e 6,84%, consoante as linhas de obrigações. A oferta de compra de dívida do Novo Banco tem de gerar uma folga de solidez superior a 500 milhões para absorver os custos dos depósitos que estão a ser propostos aos obrigacionistas.

 

O êxito da operação exige que a instituição liderada por António Ramalho consiga adquirir 75% do total da dívida e, pelo menos, 1.000 milhões das emissões realizadas a partir da sucursal de Londres. Está ainda previsto que, após o fecho bem-sucedido da oferta, a venda do banco aconteça até 20 de Outubro. Só com a recompra de obrigações avança a alienação à Lone Star. 

Contagem  decrescente na venda do Novo Banco

O fim da oferta de compra de dívida está à vista, pelo que a venda do Novo Banco entra em contagem decrescente. Saiba o que falta. 

Detentores de 12 linhas votam venda compulsiva de dívida
Esta sexta-feira, os investidores com títulos de 12 emissões votam a proposta de venda compulsiva das obrigações. As assembleias gerais têm lugar em Londres e seguem-se às reuniões realizadas a 8 de Setembro, em que nove linhas aprovaram o carácter compulsivo da oferta de aquisição e 15 emissões chumbaram esta proposta. 

Ordens de venda podem ser dadas até 2 de Outubro
Os investidores que têm obrigações do Novo Banco podem dar ordens de venda dos títulos até 2 de Outubro. Mesmo os detentores de obrigações das 15 emissões que chumbaram a venda compulsiva podem alienar os seus títulos. Já os investidores das nove linhas que aceitaram a venda compulsiva não necessitam de fazer nada: a decisão da assembleia-geral torna a alienação obrigatória. 

Liquidação da oferta acontece dia 4
Depois de conhecidos os resultados da oferta, a liquidação financeira da operação acontece a 4 de Outubro. Para que a operação tenha sucesso, o Novo Banco tem de conseguir comprar 75% das obrigações e gerar uma folga de solidez de 500 milhões de euros. 

Venda do banco tem de ocorrer até dia 20
Está previsto que a venda do Novo Banco seja concretizada no prazo de dez dias úteis após a liquidação da oferta de compra de dívida. Assim, o negócio tem de ser concluído até 20 de Novembro. Mas para que isso aconteça é necessário que o BCE autorize a operação de venda à Lone Star.




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