Agricultura e Pescas Morreram mais de 500 mil animais nos incêndios de Outubro

Morreram mais de 500 mil animais nos incêndios de Outubro

O Ministério da Agricultura calcula que morreram mais de 500 mil animais nos incêndios que fustigaram o país em Outubro. Para ajudar os agricultores, deverão ser entregues até 4.500 toneladas de rações e 600 toneladas de palha, que estão a ser distribuídas por militares.
Morreram mais de 500 mil animais nos incêndios de Outubro
Bruno Simões 13 de dezembro de 2017 às 17:32

Os incêndios de 15 de Outubro, que lavraram sobretudo na região Centro e Norte do país, provocaram a morte a centenas de milhares de animais. Em resposta a perguntas colocadas pelo deputado André Silva, do PAN, o Ministério da Agricultura estima que, até 30 de Outubro, tenham morrido mais de 500 mil animais, sobretudo aves mas também bovinos, ovinos e suínos.

 

De acordo com os registos do Sistema Nacional de Informação e Registo Animal (SNIRA) e dados de outras fontes recolhidos pela Direcção-Geral de Agricultura e Veterinária, foi registada a morte de 881 bovinos, 1.091 suínos e 5.398 ovinos e caprinos. Adicionalmente, e segundo "estimativas dos operadores económicos", calcula-se que tenham morrido "cerca de 500 mil aves". Somando estes números, morreram 507.370 animais.

 

A DGAV, em conjunto com as direcções regionais de Agricultura e Pescas do Norte e Centro, começou a avaliar a situação logo a 16 de Outubro, prossegue a resposta do ministério, e deu "de imediato" instruções para se promover o "rápido enterramento dos animais mortos nos incêndios". Ao mesmo tempo, foram tomadas medidas pelos médicos veterinários das referidas zonas para apoiar os animais que sobreviveram, nomeadamente abatendo os "não recuperáveis" e tratando e alimentando os que ficaram vivos.

 

O Governo garante ainda que fez logo um "levantamento das necessidades alimentares" dos animais que sobreviveram e desencadeou uma "operação de distribuição" de rações e palha em cinco "plataformas logísticas": Gouveia, Monção, Vila Nova de Poiares, Tondela e Vagos. Foi também nestas plataformas que se concentraram os alimentos de donativos "de entidades particulares" destinados às áreas afectadas.

Agricultores já receberam 5.000 toneladas de ração

 

Na resposta, datada de 4 de Dezembro, o Ministério da Agricultura estimava que a operação poderia atingir "4.500 toneladas de rações e 600 toneladas de palha". Ao Negócios, o gabinete de Capoulas Santos garantiu entretanto que já foram disponibilizadas 5.000 toneladas de ração e que a distribuição vai continuar a ser "efectuada de forma faseada, em função das necessidades estimadas" para a alimentação dos animais nos próximos meses.

O objectivo é garantir alimento para os animais nas áreas em que a "destruição de pastagens" e das "reservas alimentares dos agricultores" foi, "em muitas situações, total".

 

Foram ainda distribuídas 120 toneladas de açúcar para a "alimentação de abelhas".

 

Na operação participaram 100 militares das Forças Armadas, que foram colocados nos referidos centros logísticos. O Governo lembra que também criou uma linha de crédito de cinco milhões de euros" para "compensar os produtores pelo aumento dos custos de produção" provocados pela "seca extrema ou severa", que tem "agravado os efeitos dos incêndios".

Os incêndios de Outubro provocaram a morte a pelo menos 45 pessoas nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Meses antes, os incêndios de Pedrógão Grande vitimaram 66 pessoas.


Notícia actualizada às 12:54 de 15 de Novembro com novos dados do Ministério da Agricultura




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