Banca & Finanças Moscovici: Planos de Portugal para o malparado "vão na direcção certa"

Moscovici: Planos de Portugal para o malparado "vão na direcção certa"

O comissário Europeu para os Assuntos Económicos disse que teve uma conversa detalhada com o Banco de Portugal sobre as possíveis soluções para o problema do malparado, apoiando a estratégia portuguesa.
Moscovici: Planos de Portugal para o malparado "vão na direcção certa"
Nuno Aguiar 18 de julho de 2017 às 12:23

Pierre Moscovici não quis dar pormenores sobre os planos portugueses e europeus para resolver o problema do elevado nível de crédito malparado no sistema financeiro nacional. Contudo, elogiou as intenções das autoridades portuguesas nesta área. 

 

"Não vou dar detalhes sobre essas mudanças. O meu sentimento é que o banco central de Portugal é metódico e estratégico nesta questão dos NPL [activos não produtivos]. O meu sentimento é que a estratégia seguida por Portugal é uma boa estratégia", afirmou esta manhã, numa conferência de imprensa em Lisboa. "A Comissão Europeia deve reflectir. Não é só um problema de Portugal, é um problema europeu."

 

O responsável comunitário disse ainda que "foram conseguidos progressos significativos" no sector financeiro e que esteve a discutir durante a manhã, com Elisa Ferreira e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, possíveis soluções para o crédito malparado. "O rácio de NPL está a cair e isso são obviamente boas notícias. O meu feeling é que a estratégia das autoridades portuguesas para lidar com o malparado é ambiciosa e vai na direcção certa."

 

Embora a pergunta tenha sido feita por mais do que uma vez, Moscovici recusou-se a dar mais detalhes sobre as possíveis soluções a aplicar em Portugal e na Europa, limitando-se a dizer que esta manhã não houve qualquer discussão com o Banco de Portugal sobre um "bad bank" que passe a deter estes activos.




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mais votado Anónimo 18.07.2017

Devem ter acreditado que o mercado laboral português já goza de considerável flexibilidade e o de capitais tem todas as condições para existir e funcionar convenientemente. Foram bem enganados.

comentários mais recentes
Anónimo 18.07.2017

A manutenção de juros baixos, que é uma medida perfeitamente aceitável no contexto inerentemente deflacionista (aumentavam-se juros no passado, por vezes tremendamente, para combater a inflação em economias "sobreaquecidas") das economias avançadas do mundo desenvolvido motivado pelo progresso da tecnologia e o preço decrescente das matérias-primas, tem de ser encarado como resultado do corrente processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital. Dito isto, estes juros baixos servem como incentivo a este processo de substituição. Economias que usam este incentivo e esta conjuntura para se sobreendividarem por via do excedentarismo, da remuneração excessiva e injustificável de factor trabalho muito acima do preço de mercado e portanto encetando um caminho oposto ao processo de substituição descrito anteriormente estão a criar e a adensar futuros problemas de equidade e sustentabilidade para as suas populações. E não há dúvida que a portuguesa é uma delas.

Anónimo 18.07.2017

As reformas do anterior governo e da troika permitiram ao Portugal insolvente regressar aos mercados de dívida. Com este governo as reformas estão a ser revertidas e o acesso renovado e facilitado aos mercados de dívida está a ser usado para cometer os mesmos abusos injustos e insustentáveis do passado.

Anónimo 18.07.2017

Devem ter acreditado que o mercado laboral português já goza de considerável flexibilidade e o de capitais tem todas as condições para existir e funcionar convenientemente. Foram bem enganados.

Pinto 18.07.2017

Podemos usar palavras mais simpáticas (como "cativações" em vez de "cortes" ou "austeridade"), mas em economia não há soluções milagrosas, as contas têm sempre de bater certo. Se os bancos emprestaram a quem não tem condições de pagar, alguém fica a perder, o dinheiro já não existe.

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