Transportes Mota-Engil e Novo Banco recebem 384 milhões de euros dos franceses da Ardian

Mota-Engil e Novo Banco recebem 384 milhões de euros dos franceses da Ardian

Franceses concretizam primeira parte do acordo de compra de activos da Ascendi e pagam 384 milhões de euros.  
Mota-Engil e Novo Banco recebem 384 milhões de euros dos franceses da Ardian
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 25 de janeiro de 2017 às 17:34

A Mota-Engil anunciou em comunicado que foi esta quarta-feira concretizada a liquidação financeira referente à primeira parte do acordo celebrado com os franceses da Ardian, que garante à construtora portuguesa e ao Novo Banco (os accionistas da Ascendi Group) um encaixe de 384 milhões de euros.

 

Esta primeira fase do acordo incluiu as participações directas e indirectas na Ascendi Norte, Ascendi Beiras Litoral e Alta, Ascendi Costa de Prata, Ascendi Grande Porto, Ascendi Grande Lisboa e respectivas operadoras e incluiu ainda as participações de 75% da Ascendi – Serviços de Assessoria, Gestão e Operação e 20% da Via Verde Portugal.

 

A sociedade de investimento francesa, que há um ano tinha acordado a aquisição de 50% das acções da Ascendi Group na Ascendi PT II, joint-venture nas auto-estradas portuguesas, diz em que comunicado que fica agora a ter o controlo total da empresa, passando a ter como CEO Luís Silva Santos, que esteve nos grupos SGC e Somague.

 

Em Agosto do ano passado, os franceses chegaram a acordo com a Mota-Engil e o Novo banco para adquirir activos da Ascendi, estimando o valor do negócio em 600 milhões de euros.

 

Em comunicado, a Ardian refere que adquiriu uma posição de controlo nas empresas de operação e manutenção associadas às auto-estradas e que "três outras participações maioritárias em concessões de auto-estradas, duas delas em Portugal e uma em Espanha, fazem também parte do acordo, mas a conclusão destas aquisições permanece sujeita a aprovações regulamentares e condições contratuais".

 

Daí que a Mota-Engil tenha anunciado o encaixe de apenas 384 milhões de euros até agora, quando o acordo total pressupõe o pagamento de 600 milhões de euros.

 

A Mota-Engil precisa que a liquidação financeira hoje anunciada não incluiu a alienação da participação da Ascendi Group em três outras concessionárias (Ascendi Pinhal Interior - Estradas do Pinhal Interior, S.A., Ascendi Douro – Estradas do Douro Interior, S.A., Autovia de Los Viñedos, Sociedad Anonima Concesionaria de La Junta de Comunidades de Castilla – La Mancha) "cuja concretização está dependente de um conjunto de condições e diversas autorizações".

 

A rede da Ascendi agora controlada totalmente pela Ardian é a segunda maior rede de auto-estradas em Portugal, estendendo-se por mais de 850 quilómetros em sete auto-estradas com portagens e empregando 700 pessoas.

 

Citado no comunicado desta quarta-feira, Mathias Burghardt, membro da comissão executiva e responsável pela Ardian Infrastructure, sublinha que o investimento "representa uma evolução significativa na presença da Ardian em Portugal".

 

"Temos neste momento controlo total da empresa e a responsabilidade pelo seu desenvolvimento futuro. A nossa principal ambição é trabalhar em conjunto com o Luís Silva Santos de forma a criar as melhores condições para a Ascendi implantar os seus conhecimentos atuais em auto-estradas e sistemas de portagem", afirmou.

 

Já Luís Silva Santos, o novo CEO, sublinhou no mesmo comunicado que "existem fantásticas oportunidades para a desenvolver [a Ascendi] aqui e internacionalmente", acrescentando estar neste momento "a rever novos projectos que irão abrir as portas ao futuro desenvolvimento da Ascendi."


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Ciifrão 26.01.2017

Lá se vão os anéis.

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