Research Mota-Engil optimista com recuperação da construção em Portugal

Mota-Engil optimista com recuperação da construção em Portugal

Numa apresentação a analistas, os responsáveis da construtora afirmaram que o impacto da recuperação económica em Portugal e do mega-projecto ferroviário em Moçambique só será sentido em 2018.
Mota-Engil optimista com recuperação da construção em Portugal
A empresa liderada por Gonçalo Martins está optimista em várias geografias
Nuno Carregueiro 21 de junho de 2017 às 10:13

A Mota-Engil está optimista com a recuperação da economia portuguesa, que já está a ter impacto no sector da construção. Esta perspectiva foi transmitida pela empresa durante um encontro com analistas que decorreu ontem, 20 de Junho, nas instalações da construtora.

 

De acordo com a Haitong, a Mota-Engil considera que a recuperação da economia portuguesa é "cada vez mais provável", sendo que "a actividade na construção já está a dar sinais positivos este ano". Ainda assim, de acordo com a empresa, o impacto significativo na carteira de encomendas só deverá ser sentido em 2018 e 2019, esperando-se a construção do novo aeroporto, hospitais, vários grandes hotéis e caminhos-de-ferro.

 

No encontro com analistas nacionais estiveram os responsáveis da Mota-Engil da área de relação com investidores e o administrador financeiro da construtora.

 

Sobre o mercado africano, a Mota-Engil também transmitiu uma visão optimista. O projecto ferroviário na Tanzânia deverá arrancar no segundo semestre e o contrato de grandes dimensões em Moçambique (no valor de 2.389 milhões de dólares e também na área da ferrovia) não deverá ter impacto nas contas antes do segundo semestre de 2018. O financiamento deste projecto deverá estar fechado até ao final do ano.

 

Ainda no mercado africano a Mota-Engil diz que tem vários projectos em perspectiva, esperando que as condições de crédito mais favoráveis e preços mais elevados das matérias-primas sejam factores relevantes na altura de decidir sobre a realização dos projectos.

 

Sobre a actividade em Angola, a Haitong salienta que a Mota-Engil continua confiante que conseguirá transformar as receitas obtidas na moeda local em obrigações angolanas. Títulos que têm protecção em dólares e poderão ser utilizados para financiar a actividade da empresa no país.  

 

Na América Latina a Mota-Engil aguarda uma melhoria das margens e um crescimento mais forte, face ao obtido em 2016.

 

"A mensagem da empresa permanece optimista apesar de o impacto ao nível operacional só ser sentido no segundo semestre de 2017", referem os analistas do Haitong, que mantiveram a avaliação das acções da Mota-Engil em 2,5 euros, com uma recomendação de "neutral".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




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Camponio da beira 21.06.2017

Jó se for uma 3ª autoestrad Lisboa -Porto subaquatica ou uma A23 subterânea....

investidor 21.06.2017

AINDA BEM , QUE VENDI HOJE, a 2 .648 euros,

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