Automóvel Museu Porsche revela o seu 911 mais antigo

Museu Porsche revela o seu 911 mais antigo

O coupé vermelho foi construído em Outubro de 1964 como um modelo ‘primeira-série’ do desportivo conhecido na altura como modelo 901.
Negócios 13 de dezembro de 2017 às 11:35

Depois de três anos a ser restaurado, o Museu Porsche, em Estugarda, vai apresentar o mais antigo 911 na sua posse na exposição especial ‘911 (901 Nº 57) – A lenda está pronta’, que decorre a partir de amanhã e até 8 de Abril de 2018.

 

O coupé vermelho foi construído em Outubro de 1964 como um modelo ‘primeira-série’ do desportivo conhecido na altura como modelo 901. Quase 50 anos depois, o Museu Porsche descobriu este raro exemplar e decidiu comprá-lo com a finalidade de o restaurar e devolver ao seu estado original.

 

A Porsche desenvolveu e apresentou o sucessor do 356 sob a designação 901. No entanto, apenas algumas semanas depois de iniciar a produção, no Outono de 1964, o coupé teve que ser renomeado devido a uma disputa de registo de nomes, passando então a chamar-se 911. Todos os modelos produzidos até essa data foram construídos como modelo 901, mas vendidos como modelo 911. A colecção da fábrica da Porsche teve em falta esta raridade durante 50 anos.

 

Em 2014, enquanto avaliava uma colecção de itens esquecidos num celeiro, uma equipa de televisão alemã, que trabalhava para um programa de antiguidades, tropeçou em dois modelos 911 dos anos 60. Depois de colocarem algumas questões ao Museu Porsche, descobriram que um dos dois modelos desportivos, aquele com o número de chassis 300.057, era um dos raros construídos antes da renomeação do modelo.

 

O Museu Porsche decidiu comprar os dois 911 ao preço estimado, determinado por um especialista independente, e, ao fazê-lo, eliminou uma lacuna na sua colecção de veículos clássicos produzidos pela marca.

 

Um dos pontos cruciais a favor da compra do modelo em questão foi o facto de o 911 não ter sido restaurado em nenhum ponto, dando aos especialistas do museu a oportunidade de restaurar o desportivo de forma autêntica e tão fiel ao original quanto possível.

 

Demorou três anos para colocar este modelo desportivo, que se encontrava muito enferrujado, de volta ao seu estado original, usando partes da carroçaria genuínas que foram retiradas de outro exemplar.

 

O motor, a transmissão, o sistema eléctrico e o interior foram reparados seguindo o mesmo princípio. A regra geral era manter partes e fragmentos, sempre que possível, em vez de substituí-los. Esses complexos métodos de restauro utilizados pelo Museu Porsche como abordagem ao trabalho efectuado são precisamente o motivo pelo qual levou tanto tempo para trazer este desportivo de elevado valor histórico de volta à vida. 




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