Banca & Finanças Mútua do Montepio quer aumentar associados com ajuda da caixa

Mútua do Montepio quer aumentar associados com ajuda da caixa

624 mil associados: é este o número de membros da mútua do Montepio em Outubro. A associação perspectivava 660 mil para o final do ano e reitera, agora, que conta com 659 mil no próximo ano.
Mútua do Montepio quer aumentar associados com ajuda da caixa
Sábado
Diogo Cavaleiro 12 de dezembro de 2017 às 22:52
O Montepio perdeu cerca de 10 mil associados entre Janeiro e Outubro, falhando o objectivo de aumentar essa base. E deverá acabar o ano 5% abaixo da meta. Mesmo assim, a mutualista acredita que aumentará o número de associados em 2018.

Neste momento, o Montepio Geral conta com uma base de associados de 623.675 beneficiários, um número que representa uma quebra face aos 633.336 contabilizados no início do ano. O grupo presidido por António Tomás Correia acredita que vai chegar aos 629.331 associados no final deste ano, valor que fica aquém dos 660.000 antecipados no orçamento feito no ano passado.

A quebra de associados da mutualista não traz pessimismo na expectativa para 2018: 659.331 associados para o final do próximo ano.

O crescimento da base é, aliás, um dos "domínios estratégicos" definidos pelo grupo mutualista para o próximo exercício. Para a vinculação e captação de novos membros, a associação depende da "dinâmica de actuação dos gestores mutualistas" e também "do crescente aproveitamento do potencial dos canais de distribuição da Caixa Económica Montepio Geral e do grupo e a obtenção de sinergias de grupo".

A mesma consideração é deixada no parecer do conselho fiscal da mútua: "para atingir o valor orçamentado no final de 2018, terão de ser angariados cerca de 2.500 novos associados em cada mês, número que ficará não só a depender do esforço da actual rede de gestores mutualistas, mas, também, da eficiente e eficaz interligação entre os serviços da Montepio Geral - Associação Mutualista e da Caixa Económica Montepio Geral".

O Banco de Portugal tem obrigado a uma diferenciação dos produtos das duas entidades, para evitar potenciais contágios em caso de dificuldades, tendo inclusive obrigado, em 2015, à separação das equipas de gestão.



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