Banca & Finanças Nasceu a comissão que quer "acabar com o diz-que-disse-que-disse" da Caixa 

Nasceu a comissão que quer "acabar com o diz-que-disse-que-disse" da Caixa 

A comissão parlamentar de inquérito que vai avaliar a contratação e a saída de Domingues da Caixa Geral de Depósitos tomou posse esta terça-feira.
Nasceu a comissão que quer "acabar com o diz-que-disse-que-disse" da Caixa 
Paulo Duarte/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 14 de março de 2017 às 17:07

Arrancaram esta terça-feira, 14 de Março, os trabalhos da nova comissão de inquérito à Caixa, desta vez para conhecer os termos da contratação, demissão e saída de António Domingues da presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD). José Pedro Aguiar Branco (na foto), o presidente da comissão de inquérito, afirmou que esta pretende "acabar com o diz-que-disse-que-disse". Antes, Ferro Rodrigues, o presidente da Assembleia da República, afirmou que Aguiar Branco terá um papel "não invejável".
 

A comissão de inquérito dá aos deputados poderes especiais para investigar os factos que constam do objecto da comissão. O objectivo é apreciar os termos da contratação de Domingues, a responsabilidade do Governo na gestão da administração da Caixa, e a demissão e saída efectiva de Domingues da liderança do banco público. Factos que terão ocorrido entre Março de 2016, quando começaram os primeiros contactos entre o Governo e Domingues, e Dezembro do mesmo ano, quando o antigo líder da Caixa deixou o banco. 

Ferro Rodrigues deu posse aos deputados da nova comissão de inquérito, defendeu que esta não tinha problemas de constitucionalidade, desejou boa sorte para os trabalhos e a Aguiar Branco, que, considerou, terá um papel "que não é invejável". 

Aguiar Branco defendeu a "despartidarização" dos trabalhos da comissão, tendo em conta os "poderes especiais" que os deputados têm numa comissão de inquérito. Esta comissão "tem todas as condições" para produzir a prova de todos os factos e "acabar com o diz-que-disse-que-disse," afirmou.

Esta comissão de inquérito à Caixa nasceu na sequência do chumbo pela esquerda do acesso às comunicações entre Mário Centeno, o ministro das Finanças, e António Domingues, na primeira comissão sobre a recapitalização do banco público. O acesso ao conteúdo destas comunicações, que terão sido feitas através de SMS, foi pedido pelos partidos da direita que, perante a recusa da esquerda, impuseram a criação de uma segunda comissão sobre a Caixa, mas desta vez centrada apenas nos termos da contratação à saída de António Domingues. 

Domingues iniciou as funções de presidente da Caixa a 31 de Agosto, apresentou demissão no final de Novembro e saiu efectivamente do banco um mês depois.




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comentários mais recentes
henrique Há 1 semana

A única hipótese de contrariar isto é contra discursar. Quando os políticos afirmam que sem eles, não éramos livres, o que temos a fazer é dizer-lhes que sem eles, tínhamos todos muito mais dinheiro e que lhes pagamos as mordomias. Não devíamos votar; eles decidem o que fazer das nossas vidas.

Anónimo Há 1 semana

Assim vai a AR de comissão em comissão para averiguar e nada resultar como em anteriores.Gostaria de perguntar aos srs deputados se tivessem uma empresa que tivesse o desempenho da AR como a manteriam,claro que já estava na falência há muito tempo...é uma tristeza este país.

suiriri Há 2 semanas

Esta Comissão sofre de um equivoco. O que o PSD quer é saber o que foi dito os SMS`s para continuarem a arruaça há falta de propostas alternativas na governação do país, porque as coisas até estão a correr bem, à parte a situação herdade do passado em que o país foi vendido pelos neo liberais.....

Anónimo Há 2 semanas

Espero que convidem a Teresa Guilherme para apresentar .. inúteis !

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