Aviação Neeleman: TAP teve um "grande Verão" apesar de Angola e Brasil

Neeleman: TAP teve um "grande Verão" apesar de Angola e Brasil

A queda dos preços do petróleo e a preferência dos turistas estrangeiros por Portugal terão ajudado a empresa, apesar das dificuldades vividas por aqueles dois mercados internacionais. O dono da Azul acredita em lucros já este ano.
Neeleman: TAP teve um "grande Verão" apesar de Angola e Brasil
Sara Matos
Paulo Zacarias Gomes 03 de Outubro de 2016 às 14:15

O empresário norte-americano David Neeleman, um dos líderes do consórcio privado que comprou 61% da TAP, diz que apesar das dificuldades criadas pela situação económica em Angola e no Brasil a operação de Verão da companhia foi bem-sucedida. E reafirma o objectivo de chegar a lucros este ano, ajudado pela queda do preço do petróleo.

"A TAP está a correr bem. Esperamos, de novo, chegar a lucros na TAP este ano. Muito disto está relacionado com a queda dos preços do combustível. Devemos estar a fazer dinheiro a estes preços," afirmou o dono da companhia aérea brasileira Azul em entrevista ao site Skift, especializado nos sectores do turismo e viagens.

No primeiro semestre deste ano, a transportadora apresentou prejuízos de 28,2 milhões de euros, uma queda de 74,2% em relação ao mesmo período de 2015, acompanhada de uma redução da dívida mas também do número de passageiros transportados.

O mercado brasileiro é actualmente, segundo Neeleman, o "desafio" para a TAP dada a dependência da companhia desta geografia. E Angola, que tem sido um dos "mais rentáveis mercados" para a empresa, tem sido "duro" para a empresa. Ainda assim, a TAP teve "um grande Verão," assegura, notando que os receios com terrorismo na Europa acabaram por levar muitas pessoas a visitar Portugal, visto como um destino seguro.

Sobre a entrada na TAP, Neeleman afirma que demora pouco tempo a alterar a mentalidade da companhia – de capitais exclusivamente públicos até à entrada dos novos accionistas -, e que a intenção do Governo de recomprar 11%, uma posição que assegure o controlo público da empresa não compromete a tomada de decisões-chave. "Temos a parte de leão," referiu.

A manutenção da plataforma operacional em Lisboa – uma das condições da privatização – não está em causa, afirma dizendo que é um "óptimo ponto de ligação" que tem de ficar na capital portuguesa devido à dependência do país em relação ao turismo: "Obviamente, não faria qualquer sentido para nós, e para Portugal, consolidar. Quando há consolidação, reduzem-se voos e rotas. O hub de Lisboa é importante para Portugal. Não vai sair de lá."

Neeleman aponta ainda a transformação recente na portuguesa TAP, com a adopção de tarifas segmentadas ao estilo Ryanair, e defende que há sinergias no Brasil com a Azul, havendo aparelhos desta companhia a voar para a portuguesa. Também a brasileira deverá lucrar já no terceiro trimestre, beneficiada pela actividade durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, pelos preços do petróleo e pelo efeito cambial e apesar das limitações regulamentares do transporte aéreo naquele mercado.




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comentários mais recentes
João Cerqueira 03.10.2016

Bastou não haver greves e o resultado já é outro. Nós Portugueses somos bons a dar tiros nos pés.

Anónimo 03.10.2016

A tap teve um verao grande,e portugal um verao chamuscado gracas ao ministro fogareiro.

Anónimo 03.10.2016


PS ROUBA A VIDA A 500.000 TRABALHADORES


OS FP DEVEM ESTAR MOTIVADOS APENAS POR TER EMPREGO!

Pois estão bem melhor do que as vítimas do SOCRATES GATUNO que endividou o país até à bancarrota, para pagar salários e pensões da FP…

Lançando 500.000 trabalhadores no desemprego!

Luís 03.10.2016

Afinal é o Americano o Dono! E passou do prejuízo para o lucro num ano! Tudo mal contado

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