Negociações com a Ahold não podem pôr em causa balanço da JM
06 Março 2009, 13:56 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt
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Se a vontade do presidente da Jerónimo Martins prevalecesse, a Sociedade Francisco Soares dos Santos teria 100% da participada Jerónimo Martins Retalho, que actualmente é detida em 49% pela Ahold. Mas o negócio não pode pôr em risco a "força financeira" do grupo português, alertou hoje Alexandre Soares dos Santos.
Se a vontade do presidente da Jerónimo Martins prevalecesse, a Sociedade Francisco Soares dos Santos teria 100% da participada Jerónimo Martins Retalho, que actualmente é detida em 49% pela Ahold. Mas o negócio não pode pôr em risco a “força financeira” do grupo português, alertou hoje Alexandre Soares dos Santos.

Em declarações proferidas hoje, durante a apresentação de resultados anuais da Jerónimo Martins (JM), Alexandre Soares dos Santos defendeu que o que gostava era “ter tudo”, leia-se 100% da Jerónimo Martins Retalho (JMR), na posse da sociedade Francisco Manuel dos Santos.

É esta sociedade, recorde-se, que controla a Jerónimo Martins SGPS, que por sua vez, detém 51% da JMR, ­ sociedade que agrega os importantes activos da cadeia Pingo Doce e Feira Nova em Portugal, que representaram cerca de 33,5% das receitas da JM em 2008. Os restantes 49% são detidos, há cerca de 14 anos, pela holandesa Ahold, que na passada semana voltou a defender que espera este ano alienar a participação que detém na portuguesa.

Soares dos Santos, questionado hoje sobre a vontade expressa pela direcção da Ahold, afirmou primeiro que “até ao final do ano” ainda faltava muito tempo, afirmando: “não temos pressa em comprar” e “tudo depende do preço”.

Mas acabou por admitir que o que desejava é que a família ficasse com todo o capital da JMR, reconhecendo, sem desenvolver, que a “holding” poderá não ter “dimensão” para tal operação.

O alerta para a necessidade de focar no balanço, que durante a conferência de imprensa, a propósito de outros temas tinha já sido verbalizado, foi uma vez mais repetido: “não pomos nunca em risco a força financeira da Jerónimo Martins”.

Concluiu que como o grupo holandês tem um contrato com os portugueses e que a Ahold “não tem hipótese de vender a participação sem a JM”. Os dois grupos tem aliás “relações muitíssimo boas”, defendeu, e as negociações são feitas “à volta de uma mesa de almoço”.

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