Indústria Negócio de envelopes estava a ser cartelizado

Negócio de envelopes estava a ser cartelizado

A Autoridade da Concorrência detectou um cartel de cinco empresas na produção e comércio de envelopes. A Firmo tem de pagar 160 mil euros.
Negócio de envelopes estava a ser cartelizado
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado 06 de dezembro de 2016 às 12:23

A Autoridade da Concorrência detectou um cartel na produção e comercialização de envelopes de papel, que levou à condenação de cinco empresas.

A Firmo terá de pagar uma coima de 160 mil euros. 

As empresas Copidata e Tompla, que fazem parte do mesmo grupo, denunciaram o cartel junto da Concorrência e por isso ficaram dispensadas de coima. Outra empresa envolvida foi a Papelaria Fernandes – Indústria e Comércio, mas, segundo a AdC, "não foi possível fixar coima, em virtude da inexistência de volume de negócios".

Uma quinta empresa, diz em comunicado a AdC, "tinha já sido condenada – em Maio de 2016 -  ao pagamento de uma coima no valor de 440 mil euros, pela participação na mesma infracção". Nessa altura, a condenada foi a Antalis Portugal, tendo, então, a entidade liderada na altura por António Ferreira Gomes (na foto) explicado ter sido possível concluir antecipadamente o processo relativamente a essa empresa pela "colaboração prestada", tendo por isso beneficiado do regime de redução de coima, ao abrigo do regime de clemência e processo de transacção.

A investigação foi desenvolvida pela AdC entre 2007 e 2010, tendo a entidade - que entretanto mudou de presidente (Margarida Matos Rosa substituiu Ferreira Gomes que foi para a OCDE) - concluído que as empresas "manipularam as respectivas propostas de fornecimento, acordando entre si os preços a apresentar, de forma a determinar artificialmente a empresa à qual o fornecimento seria adjudicado". O inquérito foi instaurado em Setembro de 2011, tendo havido buscas em Fevereiro de 2015. O que significa que este é um processo que acaba por "ocupar" três presidentes da Concorrência: Manuel Sebastião, que iniciou a investigação, António Ferreira Gomes, que a concluiu, e Margarida Matos Rosa que a comunica.

A conclusão na AdC do processo acontece agora com a condenação a cinco empresas. 

(Notícia actualizada com mais informação e corrigido o nome da empresa)




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mais votado AlexandreAntonioAlves 06.12.2016

O próximo grande desafio consistirá em analisar o mercado dos alfinetes e das linhas de costura.
Todos os restantes mercados, como as telecomunicações e televisão por cabo não necessitam de atenção porque estão um primor.
É uma maçada ser regulador em Portugal...

comentários mais recentes
Camponio da beira 07.12.2016

E nós a pensar que era a energia e combustiveis...

Anónimo 07.12.2016

A AdC publica/emite comunicados antes de se provar (em tribunal) se as entidades são mesmo culpadas.
Entretanto colocam em xeque a reputação das empresas que empregam centenas de trabalhadores.

Anónimo 07.12.2016

Noticia faciosa. A AdC publica/emite comunicados antes de se provar (em tribunal) se as entidades são mesmo culpadas.
Entretanto colocam em xeque a reputação das empresas que empregam centenas de trabalhadores.

AlexandreAntonioAlves 06.12.2016

O próximo grande desafio consistirá em analisar o mercado dos alfinetes e das linhas de costura.
Todos os restantes mercados, como as telecomunicações e televisão por cabo não necessitam de atenção porque estão um primor.
É uma maçada ser regulador em Portugal...

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