Bolsa Norges Bank reforça no BCP após subida dos lucros

Norges Bank reforça no BCP após subida dos lucros

O banco central norueguês passou a deter 2,64% do BCP a 9 de Maio, um dia depois de o banco apresentar lucros de 50,1 milhões de euros.
Norges Bank reforça no BCP após subida dos lucros
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 11 de maio de 2017 às 19:56

O Norges Bank aumentou a sua participação no Banco Comercial Português (BCP). Entre acções directamente detidas e outras que estão para empréstimo, mas que são a ele imputadas, o banco central norueguês que gere o maior fundo de investimento do mundo controla 2,64% dos direitos de voto do banco liderado por Nuno Amado.

 

"O Banco Comercial Português, S.A. ("BCP") informa ter recebido do Norges Bank a comunicação que se anexa, dando nota que, na sequência das transacções efectuadas no dia 9 de Maio de 2017, passou a deter uma participação de 2,64% no capital social do BCP", indica um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Esta posição é alcançada através de duas formas: o Norges Bank detém directamente 2,03% dos direitos de voto do BCP; e tem ainda 0,61% dos direitos do banco privado mediante instrumentos financeiros, neste caso, acções emprestadas mas com cláusula de cancelamento do empréstimo.

 

O reforço teve lugar a 9 de Maio, um dia depois da apresentação de resultados do primeiro trimestre. O BCP registou um lucro de 50,1 milhões de euros em relação aos 46,7 milhões dos primeiros três meses de 2016 e acima do estimado pelos analistas.

A última vez que tinha havido uma comunicação sobre a posição na instituição financeira fora no mês passado: a 7 de Abril, o BCP chegou aos 2,42%, nessa altura, 1,86% através de acções e 0,56% através dos tais empréstimos. Nessa altura, o comunicado foi feito quando a posição global tinha superado os 2%.

Agora, o comunicado é feito porque a participação que o BCP detém directamente (através de acções, sem contar com as emprestadas) superaram os 2%. 

 

Esta quinta-feira, o banco presidido por Nuno Amado fechou a valer 22,53 cêntimos por acção, uma quebra de 0,31% em relação à sessão anterior.

As casas de investimento têm feito avaliações positivas sobre a instituição financeira esta semana. Os espanhóis da JB Capital aumentaram o preço-alvo atribuído de 26 para 30 cêntimos, ao passo que o CaixaBI tinha subido de 25 para 26 cêntimos


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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Países avançados, com economias desenvolvidas e políticos sérios, usam excedentes comuns que são públicos, do Estado e por isso de todos os cidadãos nacionais, para constituir Fundos de Riqueza Soberanos. Em Portugal não só não se colocam esses recursos a salvo dos gangsters da banca, dos sindicatos e da política, como se entrega diligentemente o ouro aos bandidos. Portugal empatou CoCos e benefícios fiscais com enormes custos de oportunidade os Noruegueses ficam com controlo accionista. Parece-me bem.

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Criador de Touros Há 2 semanas

A Noruega é uma monarquia !!... As monarquias europeias são todas sem excepção dos países mais evoluídos da Europa: it's a clean sweep !!...

Investidor Há 2 semanas

A noticia é boa, mas não vale a pena exagerar. São peanuts para o Fundo da Noruega. O que vai infuenciar a cotação do BCP são os seus resultados. E o que é preciso é controlar imparidades, o resto não tem grande variação quanto ao ano anterior.

Anónimo Há 2 semanas

O Fundo de Riqueza Soberano da Noruega aplica excedentes do Estado em activos diversificados em redor do mundo, de acções e obrigações a imobiliário. Em Portugal usa-se o que o Estado tem e não tem para pagar carreiras no sector público e bancário que não deviam existir e aumentar salários já elevados de modo injustificável muito acima do preço de mercado. É a diferença entre sociedades muito avançadas e outras menos avançadas e sempre à beira da falência e do resgate externo.

Anónimo Há 2 semanas

O Fundo Soberano da Noruega investe desde há vários anos em acções de todas as empresas dos principais índices bolsistas do mundo desenvolvido. Os trocos que investiu no BCP fazem parte dessa estratégia de diversificação à escala mundial. Diga-se, inclusivamente, que à data da falência do BES, este fundo, tinha também um determinado número de acções e perdeu dinheiro (trocos à escala do fundo) com esse investimento.

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