Media Nos Alive: onde a publicidade não se desliga

Nos Alive: onde a publicidade não se desliga

O Nos Alive abre portas esta quinta-feira, 6 de Julho. Estar no recinto do festival é também encontrar as acções das marcas. A vertente tecnológica é uma das prioridades.
Nos Alive: onde a publicidade não se desliga
Bruno Simão
Wilson Ledo 05 de julho de 2017 às 21:39

O mercado está mais competitivo e o sector das telecomunicações já percebeu   o potencial dos festivais de música para chegar ao seu público. No Nos Alive, que arranca esta quinta-feira, 6 de Julho, o nome do evento dissipa logo dúvidas.

"Os portugueses, em termos de entretenimento, gostam de duas coisas massivamente: o futebol e a música", diz Rita Torres Baptista, directora de marca e comunicação da Nos, para justificar a associação de 11 anos iniciada pela Optimus.

No recinto do festival, a vantagem para publicitar é notória: não se pode desligar a publicidade, ao contrário da televisão. "Um festival não é um media de interrupção, é um media de participação. Isto eu não consigo interromper", diz.

"Era mais fácil se os nossos concorrentes não estivessem na música. Mas estão. Isso obriga-nos a ser muito identitários, a encontrar narrativas muito nossas", admite.

Esta narrativa, em formato de activações de marca, multiplica-se pelo recinto: nos nomes de três palcos e nas zonas dedicadas aos convidados e clientes da Nos. Depois, a operadora vai contar com uma espécie de "elevador" de onde se pode tirar fotografias com vista para o palco principal, pontos de carregamento de telemóveis e uma loja onde se pode alugar "powerbanks".

A ideia é de que nunca falte a ligação, que não seja interrompida. Tanto que, para responder a novos hábitos, a capacidade do tráfego de dados vai ser duplicada, face a 2016, para três terabytes. Tudo isto traz mais negócio e fidelização? "Espero que sim. Se me perguntar o modelo matemático da correlação entre uma coisa e outra, não sei ainda, infelizmente", reage a responsável.

Rita Torres Baptista não entra em valores mas admite um reforço no investimento. "A necessidade aguça o engenho. Os mercados competitivos são mercados de necessidade. A maneira como estamos aqui não é influenciada por aquilo que os outros concorrentes fazem nos seus espaços ou abordagens à música. Cada abordagem é desenhada à medida, não temos uma receita", assegura.

A operadora dá nome ao Nos Alive, ao Nos Primavera Sound e ao Nos em D’Bandada. Baptizar outros festivais, substituindo marcas já existentes, "não é prioridade", conta a directora de marca e comunicação, sem fechar, contudo, a porta ao estudo da sua associação a outros eventos de música.




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