Banca & Finanças Novas acções do BCP serão vendidas a 9,4 cêntimos

Novas acções do BCP serão vendidas a 9,4 cêntimos

O BCP vai aumentar o capital em 1.300 milhões de euros. Cada novo título vai ser vendido a 9,4 cêntimos. Operação está garantida pela Fosun e por um consórcio de bancos internacionais e deve estar concluída a 2 de Fevereiro.
Novas acções do BCP serão vendidas a 9,4 cêntimos
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Maria João Gago 09 de janeiro de 2017 às 17:28

O BCP vai avançar com uma operação de aumento de capital de 1.330 milhões de euros, cujo preço de subscrição será de 9,4 cêntimos por acção, sabe o Negócios. A operação, que está garantida pela Fosun e um consórcio de bancos internacionais, destina-se concluir a devolução do apoio do Estado e a reforçar o nível de solidez mais exigente para cerca de 11%.

 

Tendo em conta a cotação de fecho de hoje, o preço das novas acções do BCP corresponde a um desconto de 90%. No entanto, tendo em conta o valor teórico dos títulos após o aumento de capital e o facto de cada uma das actuais acções dar direito a subscrever 15 novos títulos, o desconto é de 38,6%.

Num comunicado entretanto emitido, o BCP adianta que serão emitidas 14.169.365.580 novas ações ordinárias através de uma oferta pública de subscrição destinada aos actuais accionistas, a um preço de 0,094 euros, ou seja, 9,4 cêntimos. Tendo em conta estas condições e a cotação de fecho desta segunda-feira (1,0412 euros), após a operação o BCP valerá 2.315 milhões de euros, pelo que o preço teórico do banco após o destaque dos direitos de subscrição do aumento de capital é de 0,1546 euros. É sobre este valor que o preço das novas acções representa um desconto de 38,6%.

"O preço de subscrição representa um desconto de aproximadamente 38,6% face ao preço teórico ajustado ex-rights (theoretical ex-rights price) calculado com base no preço de fecho das ações BCP na Euronext Lisbon em 9 de janeiro de 2017", refere o comunciado do BCP, adiantando que "será atribuído um direito de subscrição por cada ação representativa do actual capital social do banco". 

Cada direito recebido pode ser convertido em 15 acções, mediante o pagamento de 9,4 cêntimos por cada uma. Desta forma, por cada acção detida (que fecharam esta segunda-feira nos 1,0412 euros), os accionistas são chamados a investir 1,41 euros. Aos accionistas que não queiram particpar no aumento de capital, resta a possibilidade de alienar os direitos em bolsa. 


O sucesso da operação, aprovada esta segunda-feira pelo conselho de administração, está garantido pela Fosun, que já se comprometeu a subscrever 31% do aumento de capital, e por um consórcio de bancos internacionais, composto pelo JP Morgan, Goldman Sachs, Bank of America Merril Lynch, Crédit Suisse e Mediobanca. O aumento de capital terá início a 19 de Janeiro e deve terminar a 2 de Fevereiro.

No comunicado o BCp não se compromete com datas, adiantando que "é intenção do BCP dar início a esta oferta no mais breve prazo, após aprovação do respetivo prospeto pela CMVM e a publicação deste último e do aviso para o exercício de direitos de subscrição".


(Notícia actualizada às 19:10 com comunicado do BCP a confirmar operação)


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comentários mais recentes
JCG 09.01.2017

É claro que o Amado e seus acólitos depois desta operação, algum tempo depois porque os chineses são pacientes e sabem fazer as coisas, irão embora sabendo que têm algures por aí uns grossos milhões à espera, que, pelo montante do valor que estão a dar aos chineses, não me admira que não sejam umas dezenas de milhões. Um autêntico euromilhões com jackpot para a rapaziada.
Daqui por meia dúzia ou uma dúzia de anos, os que ainda por cá andarem, verão.

Anónimo 09.01.2017

Mais uns q vão. ..

José Lumia 09.01.2017

Eu não vendo direitos nenhuns nem vou ao aumento de capital. Ladrão, corrupto sem vergonha. Quem lhe desse um exerto e o deixasse todo empanetado e sem o cêntimo é que era gente!!!

JCG 09.01.2017

Li por aqui que Governo, BdP e CMVM já autorizaram esta operação.
Bom, continua tudo na mesma: quando a porcaria é gerada toda essa corja acha bem e bate palmas, lá mais para diante quando alguma da porcaria lhes cai em cima não foi nada com eles ou então, como anda agora o governo a fazer, tenta arranjar umas soluções (continuando a lixar quem não tem nada com isso) para calar aqueles que gritarem mais.
Que corja de badamecos incompetentes e irresponsáveis. A ação dessa gente devia ser a de prevenir e evitar a geração de situações como aquelas que nos têm caído em cima. É çpara isso que deviam servir governo, supervisores, reguladores e fiscalizadores. No mínimo que assegurem a manutenção de um capitalismo com alguma ética.

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