Banca & Finanças Novo Banco arranca com venda da GNB Seguros Vida

Novo Banco arranca com venda da GNB Seguros Vida

A seguradora, que esteve para ser vendida em 2015, tem activos de mais de 5 mil milhões de euros.  
Novo Banco arranca com venda da GNB Seguros Vida
Sara Matos
Nuno Carregueiro 01 de agosto de 2017 às 18:18

O Novo Banco arrancou com o processo de venda da seguradora GNB Seguros Vida, tendo iniciado formalmente o processo de contactos, noticiou a Reuters.

 

"O Novo Banco iniciou formalmente o processo de contactos para a venda da sua seguradora GNB Vida assegurando a realização de um contrato de distribuição de longo prazo em exclusividade", disse à Reuters o porta-voz da instituição financeira.

 

Segundo a mesma fonte, o "processo de contactos está a ser assessorado pela consultora Delloite".

 

O processo de venda de activos é determinante para o Novo Banco fechar a oferta de compra de dívida, já que o pagamento aos credores será feito em dinheiro.

 

A venda desta seguradora está em cima da mesa desde 2015, poucos meses depois da constituição da instituição financeira que resultou da resolução do BES. No final de 2014 a seguradora esteve para ser vendida, depois dos testes de stress terem identificado uma escassez de capital no banco, mas o Banco de Portugal optou pela transferência de obrigações para o BES.  

 

A venda da GNB Vida voltou a ser notícia este ano, tendo o Negócios noticiado em Abril que a operação seria o primeiro teste ao mecanismo de partilha de riscos acordado entre a Lone Star e o Fundo de Resolução. A alienação está a ser preparada desde essa altura, sendo que a concretização só deverá ser concretizada depois de o fundo norte-americano controlar o Novo Banco.

 

Em Abril, na apresentação de resultados do primeiro trimestre, o CEO do Novo Banco afirmou: "já temos um processo organizado de venda em curso", estimando que a venda estaria concretizada este ano.

 

A venda deverá representar uma menos-valia para o banco, que já registou uma provisão de 135 milhões para reconhecer a desvalorização deste activo.

 

A seguradora tem activos avaliados em mais de 5 mil milhões de euros, com fonte oficial do banco a assinalar que é "a última seguradora disponível com acesso a uma rede bancária de referência".

 

Segundo a Reuters, a GNB Seguros Vida terminou o ano de 2016 na nona posição no mercado do Ramo Vida em Portugal com uma quota de mercado de prémios de 2,3%, versus a quarta posição e uma quota de 5,4% em 2015, segundo o relatório e contas da seguradora.

 

A GNB Seguros Vida teve um prejuízo de 85,5 milhões de euros em 2016.




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Está a engordar o pato Há 3 semanas

Tenho a impressão que a lone star nem precisa de entrar com dinheiro : o banco compra-se a ele mesmo . . .

pub
pub
pub
pub