Banca & Finanças Novo Banco já garantiu compra de 55,4% do total da sua dívida

Novo Banco já garantiu compra de 55,4% do total da sua dívida

O Novo Banco já garantiu a compra de 55,4% da sua dívida, graças à aprovação do mecanismo que torna a oferta de compra compulsiva para 16 linhas de obrigações. Falta comprar menos de 20% para que a operação tenha sucesso.
Novo Banco já garantiu compra de 55,4% do total da sua dívida
David Martins/Correio da Manhã
Maria João Gago 29 de setembro de 2017 às 14:22

O Novo Banco já conseguiu assegurar a compra de 55,4% do total da sua dívida depois de os investidores de 16 linhas de obrigações terem aprovado o carácter obrigatório da oferta de aquisição dos títulos. Para que a operação tenha êxito falta agora conseguir comprar uma fatia de 20% dos títulos, já que a condição de sucesso da oferta implica a compra de 75% das obrigações. 

 

A aprovação do carácter compulsivo da certa foi aprovada para 7 linhas de obrigações, nas assembleias gerais realizadas esta sexta-feira em Londres, segundo informou a instituição em comunicado publicado no site da CMVM. Mas já antes, a 8 de Setembro, tinha sido aprovado este mecanismo para outras nove emissões. 

 

No total, a aprovação do carácter compulsivo da oferta de compra permitiu assegurar a aquisição de um total de 4.075 milhões de euros. Além disso, o Novo Banco já possui ordens irrevogáveis de venda que elevam o valor da dívida cuja compra está assegurada a um total de 4.604 milhões de euros, ou seja, 55,4% do total de 8.300 milhões que a instituição se propôs comprar nesta operação. 

 

De acordo com as condições definidas, para que a operação tenha sucesso, o Novo Banco tem de conseguir adquirir 75% da sua dívida. Mas este requisito pode ser dispensado. Na verdade, o objectivo da oferta é gerar uma folga de solidez de 500 milhões de euros, meta indispensável para que a instituição possa ser vendida à Lone Star. 

 

Depois das assembleias-gerais desta sexta-feira, os investidores têm até às 18:00 de segunda-feira, 2 de Outubro, para dar ordens de venda das suas obrigações. 


(Notícia actualizada às 14:46 com mais informação)
(Correcção: O Novo Banco garantiu 55,46% do total da sua dívida e não 73% como inicialmente escrito)



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Pipo Há 3 semanas

Porque é que não há nenhuma notícia que menciona o valor de poupança que o NB está a fazer à custa dos obrigacionistas?
Esta foi a primeira notícia que vi referir que não importa o objetivo de aquisição de 75% mas sim o valor de poupança conseguido. Mas não avança com números.
Os obrigacionistas estão a contribuir forte e feio com perdas de capital e juros nesta venda e merecem saber. Ora segundo as minhas contas a poupança já atingiu 2500 Milhões em capital e juros, sendo que no primeiro ano já têm os 500 Milhões que publicamente admitem necessitar.
Não era suposto os particulares perderem mais dinheiro com o Novo Banco mas eu fui literalmente roubado neste processo em beneficio da Lone Star que acaba por ficar com o Banco contribuindo menos do que os obrigacionistas e da Pimco que negociou diretamente a sua posição e acabou por obrigar os pequenos detentores a vender por arrasto devido à decisão tomada em assembleia geral.

Anónimo Há 3 semanas

A operação era complexa, penso que o mais difícil foi conseguido, convencer os grandes Investidores Institucionais. É preciso mais um esforço para alcançar o objectivo, seria útil alguma flexibilidade porque o processo foi um pouco confuso e seria uma sem razão desperdiçar o esforço realizado.

Anónimo Há 3 semanas

É possível que a venda já tenha sido efectivada com os Institucionais, já que foram praticamente todos absorvidos. Se por acaso a Lone Star não ficar com o NB penso que serão os Institucionais a ficar. Portanto, os particulares que ficaram de fora podem ter tomado um má decisão. É esperar...

Anónimo Há 3 semanas

Expoliar os Obrigacionistas para entregar o NOVO BANCO a um Fundo Abutre é inconcebível. O banco deveria ser nacionalizado, ou dividido entre os bancos do sistema. Aproveitem o facto de não ser atingido o objectivo de
adquirir 75 % para descartar uma solução idiota. A recuperação económica permitirá a recuperação rápida da Instituição. A PT, Cimpor e outros insucessos deviam ser uma razão forte para evitar novos desastres.
O B Portugal demonstrou uma incapacidade confrangedora neste processo. O Governo tem que assumir o controle

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