Banca & Finanças Novo Banco recebeu 45,6 milhões em benefícios fiscais em 2015

Novo Banco recebeu 45,6 milhões em benefícios fiscais em 2015

Em causa estiveram sobretudo a isenção do pagamento dos impostos de selo e de transmissões onerosas de imóveis. Seguiram-se três companhias aéreas: Hi-Fly, Euroatlantic Airways e White Airways.
Novo Banco recebeu 45,6 milhões em benefícios fiscais em 2015
Bloomberg
Lusa 02 de fevereiro de 2017 às 19:14
O Novo Banco teve benefícios fiscais de 45,6 milhões de euros em 2015, sobretudo por isenção do pagamento dos impostos de selo e de transmissões onerosas de imóveis, segundo um relatório divulgado hoje pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF).

A IGF divulgou hoje o relatório de monitorização de subvenções e benefícios públicos concedidos em 2015, concluindo que foram atribuídos benefícios fiscais no valor de 62,9 milhões de euros (por contrato ou ato administrativo de competência governamental), abrangendo dez entidades.

Dos maiores beneficiários, destaca-se o Novo Banco, com benefícios de 45,6 milhões de euros, decorrentes da isenção do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) e do imposto do selo.

O segundo maior beneficiário é a companhia de aviação Hi-Fly, com benefícios de 7,4 milhões de euros, "na sequência do apoio à locação de equipamento importados destinados a operar em empresas que prestam serviços públicos", seguida da companhia aérea (especializada em voos 'charter') Euroatlantic Airways, com benefícios fiscais de 4,5 milhões de euros.

Destaque, por fim, para a White Airways, companhia aérea com contrato de prestação de serviços com a TAP, que recebeu 3,7 milhões de euros em benefícios fiscais em 2015.

Segundo o relatório divulgado hoje pela IGF, o Estado concedeu subvenções públicas a quase 47.700 beneficiários, totalizando 3.760 milhões de euros, menos 620 milhões de euros e 2.245 entidades do que no ano anterior.

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comentários mais recentes
Anónimo 03.02.2017

Como é que alguém quer comprar um banco a um governo rasga contratos?

Anónimo 02.02.2017

Destruíram o Banco. Agora há 3 soluções: Vender, Nacionalizar temporariamente ou Liquidar. A solução mais perigosa é Liquidar porque o NB tem risco sistémico (2º Banco Privado). Depois nunca se liquidou em Portugal um Banco com tal magnitude, portanto, desconhecemos as possíveis consequências. CAOS.

conselheiro de estado 02.02.2017

Eu vejo assim:uma ajuda deve ser dada a quem cresceu,para que ele seja motivado para crescer ainda mais,no fundo isto nao e mais do q uma competicao.Cada vez q dao um emporrao ao recauchutado de 100 metros,ele acaba por recuar 200.Sabe-se la se eles trabalham para o emporronzinho.1 banco e macho.

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