Crédito Novo crédito à habitação já supera todo o dinheiro emprestado em 2016

Novo crédito à habitação já supera todo o dinheiro emprestado em 2016

O crédito à habitação continua a aumentar de forma expressiva. Desde o início do ano, já foram concedidos quase seis mil milhões de euros.
Novo crédito à habitação já supera todo o dinheiro emprestado em 2016
Raquel Godinho 14 de novembro de 2017 às 12:07

5.953 milhões de euros. Este foi o valor emprestado pelos bancos para a compra de casa nos primeiros nove meses do ano, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 14 de Novembro, pelo Banco de Portugal. Trata-se de um aumento de 42,7% face ao período homólogo. Quando ainda faltam três meses para se conhecerem os dados totais do ano, os bancos nacionais já emprestaram mais do que em 2016.


Os bancos nacionais concederam 740 milhões de euros em crédito à habitação, em Setembro. Um montante que elevou para 5.953 milhões de euros o total concedido nos primeiros nove meses do ano. No acumulado de 2016, foram emprestados 5.790 milhões de euros com este fim. Ou seja, ainda faltam três meses para o ano terminar e já foi emprestado mais dinheiro do que em todo o ano passado.


Em média, as instituições financeiras concederam 21,8 milhões de euros por dia para a compra de casa, desde o início do ano. O crédito à habitação continua a ser uma das grandes apostas dos bancos nacionais, o que tem sido evidente nas campanhas que têm estado em curso para captar novos empréstimos e no corte sucessivo dos "spreads". Actualmente, a margem mínima média é de 1,49%.


O crédito à habitação continua a ser o principal motor do dinheiro que é emprestado às famílias. Em Setembro, voltou a representar mais de metade (59%) do novo crédito às famílias. Os bancos concederam 1.262 milhões de euros a particulares, em Setembro, o que supera os 1.205 milhões de euros emprestados um mês antes. Desde o início do ano, o crédito às famílias ascendeu 10.443 milhões de euros.


O crédito ao consumo totalizou os 347 milhões de euros, em Setembro, o que elevou para 3.014 milhões de euros o total concedido nos primeiros nove meses do ano, mais 8,4% do que no período homólogo. Já os 175 milhões de euros emprestados, em Setembro, aumentaram para 1.476 milhões de euros o montante anual, que significa um crescimento homólogo de 3,6%.


E se o crédito às famílias aumentou, em Setembro, o mesmo aconteceu com os empréstimos às empresas. Foram concedidos 2.118 milhões de euros, o que supera os 2.045 milhões de euros emprestados um mês antes. Este crescimento foi justificado pelos empréstimos a pequenas empresas (até um milhão de euros). O montante concedido ascendeu a 1.359 milhões de euros, superando os 1.249 milhões de euros de Agosto. Já as grandes empresas captaram 759 milhões de euros, aquém dos 796 milhões de euros do mês precedente.


Desde o início do ano, os bancos emprestaram 20.641 milhões de euros às empresas, menos 7,5% do que nos primeiros nove meses do ano passado.




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Deviam pendurar os CEO´s das banquetas! Gulosos! Há 1 semana

Quando a bolha imobiliária estourar, juros subirem, surge o crédito malparado, as casinhotas baixam de valor, o desemprego aumenta, os bancos necessitam de dinheiro para fazer face ao malparado, depois quem viveu acima das possibilidades?! Foram os pensionistas e trabalhadores têm de levar cortes!

Jaime Há 1 semana

Boa! Esqueceram 2008 e a bolha que rebentou. Acham normal os preços dos imóveis em Lisboa e agora também no Porto. O governo assobia para o lado e estamos a caminho de outra grande bolha que vai rebentar. Salvaram bancos, e agora voltam a fazer o mesmo. Preparem se que vai haver choro em breve

Anónimo Há 1 semana

O país com mais betão, com o dinheiro emprestado do BCE?Quando os juros subirem, os salários baixarem e os empregos acabarem,quem paga?Será que esta gente que recorre a empréstimos tem o mínimo de senso onde se está a meter ou a meter o país?Se o país tivesse um Governo a sério,isto não acontecia!!

fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 1 semana

OS XULECOS DOS BAIRROS SOCIAIS E CIGANADA NÃO PRECISA DE EMPRESTIMOS P HABITAÇÃO

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