Crédito Nunca os bancos emprestaram tão pouco às empresas num trimestre

Nunca os bancos emprestaram tão pouco às empresas num trimestre

Os bancos mantêm a torneira do crédito fechada para as empresas. O primeiro trimestre foi o pior de sempre em termos de novo financiamento para este destino.
Nunca os bancos emprestaram tão pouco às empresas num trimestre
Paulo Duarte/Negócios
Patrícia Abreu 09 de maio de 2017 às 13:30

Ao contrário do que tem acontecido com as famílias, a concessão de novo crédito para as empresas permanece em níveis muito deprimidos. Os empréstimos destinados a este sector até registaram uma forte recuperação no último mês do primeiro trimestre, mas essa evolução foi insuficiente que evitar que o crédito às empresas permanecesse no valor mais baixo de sempre.


As instituições financeiras portuguesas financiaram 6.687 em crédito para as empresas no primeiro trimestre de 2017, o valor mais baixo desde que o Banco de Portugal começou a recolher estes dados, em 2003. O financiamento destinado às empresas tem vindo a baixar, com os bancos a fecharem a torneira do novo crédito para este segmento.


Apesar de em termos acumulados este ter sido o pior trimestre de sempre, considerando valores mensais, Fevereiro registou um balanço mais negativo que Março em termos de novo crédito.


O financiamento aumentou, em Março, quer para as empresas de menor dimensão, quer para as grandes companhias. As novas operações até um milhão de euros subiram de 1.223 milhões de euros para 1.558 milhões. Já as operações para montantes superiores a um milhão de euros duplicaram. Atingiram 1.033 milhões de euros, face aos 608 milhões financiados um mês antes.




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mais votado Anónimo 09.05.2017

Estes perdões ou benesses facultadas pela União Europeia ao governo português não podem ser motivo para se esquecerem todas as reformas que visem eliminar o excedentarismo e a rigidez do mercado laboral ao mesmo tempo que se criam as condições para aprofundar, fortalecer e dinamizar o mercado de capitais português (para os menos atentos, o mercado de capitais é o oposto ou um concorrente mais sustentável, transparente e justo do tradicional sistema bancário de retalho e do chamado mercado monetário ou money market). Caso contrário não haverá investimento, desenvolvimento nem crescimento sustentável em Portugal.

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Anónimo 09.05.2017

Mas então as Administrações dos bancos ditas profissionais, nomeadamente a da CGD não consegue alterar esta situação ? Afinal a culpa é da economia ou dos bancos ? Desconfio que é da economia..... apesar dos argumentos idiotas que foram usados para culpar os/um banco(s) .

Ruca 09.05.2017

Aviso: Lojas do cidadão fechadas 6f e sabado, leram aqui primeiro! Agora emigrem seus aziados e levem o careca drogado cara de velha aziado farsola de massama com vocês!

Anónimo 09.05.2017

Não são os médicos que ganham pouco...

Os professores universitários, juízes e magistrados é que ganham demais.

Toca a cortar os salários e privilégios desta malta... para se poder baixar o IRS.

Anónimo 09.05.2017

Os cidadãos portugueses que se interessam pela actualidade económica e que não são assalariados de um banco nem do sector público, não percebem que todo o dinheiro que o Estado empatou a salvar bancários de bancos insolventes do sector privado e funcionários públicos excedentários poderia ter sido posto a salvo desses amigos do alheio e aplicado num Fundo Soberano como o que a Noruega, Singapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Austrália, Irlanda, Chile, etc. têm, obtendo potenciais retornos sobre o investimento muito mais elevados e contribuindo para a sustentabilidade desse mesmo Estado de forma mais justa e equilibrada?

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