Media O futuro da Apple não passa só pelo iPhone

O futuro da Apple não passa só pelo iPhone

Com as vendas do iPhone, iPad e Macs em queda, a gigante tecnológica virou os holofotes para os conteúdos digitais. As receitas desta área cresceram 8%, para o valor recorde de 6,3 mil milhões de dólares, superando as receitas de publicidade do Facebook.
O futuro da Apple não passa só pelo iPhone
reuters, bloomberg
Sara Ribeiro 26 de Outubro de 2016 às 20:31
Pela primeira vez em 15 anos, desde que a Apple lançou o iPod e revolucionou a indústria da música, a gigante tecnológica reportou uma queda das vendas.

Segundo as contas do ano fiscal de 2015/16 divulgadas na terça-feira pela Apple – cujo primeiro trimestre fiscal abrange o período natalício do ano passado – as vendas do ano desceram 8%, para 215,6 mil milhões de dólares (198 mil milhões de euros).

Com as vendas do iPhone, iPad, computadores e até do Apple Watch em queda, durante a apresentação dos resultados foram as receitas dos serviços digitais da tecnológica que brilharam.

Os proveitos dos conteúdos online, como da App Store, iCloud ou do Apple Music engordaram 24%, para o valor recorde de 6,3 mil milhões de euros, (5,7 mil milhões de euros) sendo a segunda maior fonte de receitas da Apple a seguir ao iPhone. Aliás, este valor é superior às receitas publicitárias alcançadas pelo Facebook no último trimestre (6,2 mil milhões de dólares).

Durante a apresentação das contas, Luca Maestri, o responsável pelo pelouro financeiro da Apple, referiu mesmo que os serviços eram "o destaque deste trimestre", acrescentando, segundo o Financial Times, que o actual "momento é muito bom".

Para captar a atenção dos investidores, o responsável relembrou ainda o que já tinha dito no início deste ano: se a área de serviços digitais da Apple fosse uma empresa separada do grupo, no próximo ano estaria no top das maiores 100 empresas da Fortune.

Apesar de a Apple estar a tentar mudar o foco do seu negócio para a área dos conteúdos, os investidores ainda estão reticentes.

Segundo uma nota do banco de investimento Piper Jaffray, os investidores com quem a entidade falou ainda não estão muito confiantes no impacto a longo prazo destes serviços. "Acreditamos que as acções da Apple vão subir ao longo dos próximos dois anos à medida que os investidores forem entendendo lentamente a sustentabilidade e rentabilidade destes serviços", segundo a mesma nota.

As receitas da App Store cresceram a duplo dígito, impulsionadas pela subscrição paga de jogos como o Pokemon Go, enquanto o serviço de streaming de música da marca da maçã viu as vendas aumentarem 22% com o aumento de subscrições que no final do quarto trimestre, findo em Setembro, superavam os 17 mil subscritores.

Já o serviço de TV da Apple não estará a seguir o mesmo trajecto. A empresa não divulga dados deste serviço. E apesar de ter dito várias vezes que estava em negociações para adquirir conteúdos exclusivos e em conversações com operadoras de telecomunicações, ainda não se conseguiu afirmar como alternativa para as ofertas tradicionais por cabo e satélite.



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