Aviação O maior avião do mundo já saiu do hangar. Agora, falta voar

O maior avião do mundo já saiu do hangar. Agora, falta voar

Em 2019, o avião desenvolvido pela Stratolaunch deverá alcançar os céus. O objectivo é transportar foguetes que transportam consigo pequenos satélites e ajudar a colocá-los em órbita.
A carregar o vídeo ...
Negócios 01 de junho de 2017 às 12:37
O Stratolaunch, o maior avião do mundo em termos de envergadura, viu esta quarta-feira, 31 de Maio, pela primeira vez a luz do dia com a saída do hangar do projecto lançado há seis anos pelo fundador da Microsoft, Paul G. Allen.

A retirada do hangar marca a primeira etapa da construção do avião com a maior envergadura de asas construída até ao momento - 117,34 metros - e com que se pretende tornar o acesso à órbita da terra mais "conveniente, fiável e rotineiro".

Esta foi a primeira vez que as 28 rodas da aeronave suportaram todo o seu peso - cerca de 227 toneladas -, um passo considerado crucial para preparar o avião para para os testes de pista, dos seis motores e da fase de voo, que decorrem nos EUA, no deserto de Mojave.

O avião - que do nariz à cauda mede 72,5 metros e tem 15 metros de altura - deverá começar a voar apenas em 2019, precisando para a descolagem de uma pista com mais de 3,5 quilómetros de extensão.

Uma vez no ar, o avião deverá conseguir subir a uma altitude máxima de 10,6 quilómetros, de onde permitirá o lançamento de foguetes Pegasus, fornecidos pela Orbital ATK. Por sua vez, estes dispositivos transportam consigo cargas (satélites, por exemplo) que são levadas para a órbita terrestre.









DR/Stratolaunch Systems Corp DR/Stratolaunch Systems Corp DR/Stratolaunch Systems Corp DR/Stratolaunch Systems Corp DR/Stratolaunch Systems Corp DR/Stratolaunch Systems Corp DR/Stratolaunch Systems Corp




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 01.06.2017

Ainda bem que existem economias capazes de gerar, atrair e fixar o melhor e mais adequado talento e capital existentes no mercado global a cada momento, capazes por isso de desenhar, desenvolver e produzir estas maravilhas da ciência e da tecnologia com extrema procura e enorme valor. Onde o mercado laboral é rígido e o de capital é selvaticamente atacado, estas coisas nunca são criadas. Quando muito são imitadas uma série de anos depois de modo sofrível, ficando a dever muito não só à qualidade, como à propriedade intelectual e à capacidade de inovação.

comentários mais recentes
Ciifrão 02.06.2017

não me parece grande coisas a ideia, ter co-fundador da Microsoft no porjeto é mais um motivo para a desconfiança.

Anónimo 02.06.2017

O Concorde, um projecto e realização que nada deve à capacidade de inovação, à tecnologia, ao investimento ou ao sector empresarial portugueses, teve uma carreira operacional longa e de imenso sucesso. É uma idiotice dizer o contrário. Foi pena ter tido um fim tão trágico e repentino por causa de um lamentável acidente motivado por factores externos e extremos, numa altura em que o avião, já idoso, poderia muito bem ter sido substituído por nova versão.

Francisco António 02.06.2017

Safámo-nos desta vez ! Já tínhamos o melhor pastel de nata, a maior bifana, o melhor cozido, etc ! Contudo veio-me à memória o "êxito" do avião + rápido: O Concorde ! Teve vida de borboleta...

Anónimo 01.06.2017

Ó anónimo dos direitos adquiridos, tu é que se tivesses que comentar ao vivo e em directo, já tinhas essa tua boca podre e suja partida ao meio há muito tempo.

ver mais comentários
pub