Turismo & Lazer O Pilar 7 da Ponte abre a 27 de Setembro. É Lisboa vista de uma nova perspectiva

O Pilar 7 da Ponte abre a 27 de Setembro. É Lisboa vista de uma nova perspectiva

É impróprio para quem tem vertigens, mas promete ser o novo ponto de atracção turística de Lisboa. O Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril abre as portas no Dia Mundial do Turismo e espera-se que seja visitado por 150 mil pessoas por ano.
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Bruno Simão - Fotografia
Filomena Lança 22 de setembro de 2017 às 16:49

Lá em cima estamos a 80 metros do chão, lado a lado com o tabuleiro onde circulam os carros. A parte principal do miradouro é em vidro, tanto nas laterais como no solo, o que dá a ideia de absoluta suspensão no ar. O local é impróprio para quem tem vertigens, mas perfeito para ver a Lisboa e Almada a partir de novas perspectivas. E espreitar o estuário do rio lá em baixo, o perfeito cartão de visita da cidade.

 

O Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril foi apresentado esta sexta-feira, 22 de Setembro, num encontro com jornalistas e, simbolicamente, tem abertura ao público marcada para 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo. Fica no Pilar 7 da Ponte, onde foi instalado um elevador que sobe ao miradouro. No entanto, até chegar lá em cima, o visitante tem pela frente um "mergulho" na própria estrutura.

 

A entrada faz-se pela Avenida da Índia e num primeiro momento, ainda no exterior, vários discos de ferro forjado instalados no chão vão contando pormenores da ponte e da sua construção. A primeira paragem é numa sala onde está exposta a maquete original do projecto, dos anos 60 do século passado. "Nessa altura a maquete andou a ser mostrada por todo o país, mas desde então que não era exibida ao público", explica Vítor Costa, presidente da Associação do Turismo de Lisboa (ATL). A acompanhar a maquete, uma cronologia com os vários momentos do projecto e informação histórica desde que pela primeira vez o país começou a ponderar a construção de uma ligação entre as duas margens.

 

A partir daí acede-se ao interior da estrutura. Estamos numa sala feita de betão, o maciço central do Pilar 7, onde a imensa largura das paredes não é suficiente para abafar o som dos carros e dos comboios que lá em cima atravessam a ponte.  É o tal "mergulho" no interior. A Sala dos Trabalhadores, como foi baptizada, tem pouca luz e nas paredes sucedem-se projecções de fotos do tempo da construção, provenientes dos arquivos da Infraestruturas de Portugal (IP), a empresa pública responsável pela gestão da ponte. O som mistura-se com os próprios ruídos da ponte.

 

Entra-se aí num primeiro elevador que, em poucos segundos, conduz o visitante até um piso intermédio e a duas salas onde estão as principais amarrações dos cabos que sustentam a 25 de Abril. Estas duas salas sempre existiram, mas foram agora iluminadas e protegidas por paredes de vidro através dos quais é possível ver os discos de ancoragem cravados no betão onde estão amarrados os cabos que sustentam toda a estrutura e sem os quais esta pura e simplesmente se desmoronaria.

 

A visita continua até uma outra sala, esta com o chão coberto de espelhos que reflectem o que está para cima, dando uma ilusão de profundidade que é o primeiro desafio a quem tenha vertigens. Sai-se daí para um passadiço, uma plataforma que é já uma pequena varanda sobre a cidade e de onde se acede ao elevador panorâmico que faz um percurso correspondente a 26 andares e 386 degraus, tantos quantos tem a escada de segurança

 

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150 mil visitantes por ano

 

O projecto do Pilar 7 custou 5,3 milhões de euros, metade dos quais provenientes da taxa turística que Lisboa cobra aos seus visitantes. Os outros 50% são verbas da ATL que vai gerir a estrutura durante os próximos 15 anos e que, nesse período, "deverá recuperar o investimento", explica Vítor Costa. A IP receberá uma renda anual de 90 mil euros.

 

São esperados 150 mil visitantes por ano, mais ou menos metade dos que fazem a subida ao elevador de Santa Justa, na Baixa. "Este miradouro não é tão central e temos um problema de capacidade, já que, por razões de segurança, não podem estar lá mais do que 40 pessoas ao mesmo tempo", refere o presidente da ATL.

 

No final do percurso, há ainda uma outra experiência a encerrar a visita: um espaço dedicado à realidade virtual, onde uns óculos especiais nos levam a acompanhar uma equipa de técnicos que diariamente faz a manutenção da ponte. Com eles é possível, por exemplo, "visitar" o ponto mais alto da Ponte ou "fazer" a subida e a descida dentro dos estreitos elevadores que condizem lá acima, espaços completamente inacessíveis aos visitantes.

 

A Experiência Pilar 7 tem um preço de seis euros por visitante, com descontos para estudantes, pessoas com mais de 65 anos ou grupos de dez ou mais pessoas, que apenas pagarão quatro euros. As crianças até aos cinco anos e os portadores do Lisboa Card não pagam para fazer a subida.

 

A experiência de Realidade Virtual tem um preço à parte de 1,5 euros e, mais uma vez, as crianças até 5 anos e os portadores do Lisboa Card têm entrada gratuita.




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comentários mais recentes
Anónimo 25.09.2017

FOI MAIS UMA OBRA DO PASSOS COELHO!

4 euros?? LOLOLOL 24.09.2017

Chulos, digam a essa chularia que já há google earth, 4 euros? ahahahahahhahahahahahaa

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