Banca & Finanças "O pior banqueiro dos EUA" para Trump recebeu mais 1 milhão em 2016

"O pior banqueiro dos EUA" para Trump recebeu mais 1 milhão em 2016

28 milhões de dólares. 26 milhões de euros ao câmbio actual. É o que Jamie Dimon, presidente do JPMorgan, tem direito pelos resultados do ano passado. A maior parte é um prémio em acções dependente da evolução futura.
"O pior banqueiro dos EUA" para Trump recebeu mais 1 milhão em 2016
Diogo Cavaleiro 20 de janeiro de 2017 às 08:06

O acordo de 13 mil milhões de dólares a que o JPMorgan Chase chegou, em 2013, com as autoridades americanas para encerrar um processo sobre créditos imobiliários valeu ao seu presidente, Jamie Dimon, o epíteto de "pior banqueiro nos Estados Unidos" pela voz de Donald Trump. Três anos mais tarde, a eleição de Trump como novo presidente dos Estados Unidos, que impulsionou os mercados financeiros no final do ano, vale uma subida da remuneração anual do banqueiro. 

 

Segundo dados divulgados ao regulador SEC, o presidente executivo e não executivo do banco americano arrecadou 28 milhões de dólares, ou 26 milhões se a moeda for o euro, ao câmbio actual. É uma diferença de 3,7%, ou 1 milhão de dólares, em relação à remuneração paga no ano passado. O aumento é verificado nesta última parcela da remuneração.

 

O salário, em si, é de 1,5 milhões, a que se acrescentam 5 milhões de dólares num bónus em numerário. A grande fatia da remuneração variável, 21,5 milhões, diz respeito a valores dependentes de desempenho futuro das acções.

 

A Bloomberg dá um exemplo desse desempenho: para receber os 20,5 milhões de euros nestes prémios relativos ao ano anterior, 2015, o JPMorgan não pode estar nos cinco piores comportamentos de uma lista de 12 bancos. No final de 2016, os resultados do maior banco americano ficaram acima do previsto. 

 

"Para a determinação da remuneração de Dimon, os membros independentes do conselho de administração tiveram em conta a forte evolução da empresa em 2016 e ao longo do mandato", indica o comunicado, que refere igualmente o ganho de quota de mercado em "praticamente todos os negócios".

 

Foi, então, a "forte" evolução bolsista em 2016 que levou ao aumento da remuneração. No ano passado, as acções do banco americano somaram 31%, grande parte no final do ano, depois da eleição de Donald Trump – aliás, os resultados das instituições financeiras nos últimos três meses do ano beneficiaram das receitas da área de negociação de acções e obrigações, que evoluíram positivamente com as perspectivas de menores regulação e carga fiscal na nova presidência. É esta sexta-feira, 20, que Donal Trump toma posse como o sucesso de Barack Obama na presidência dos EUA. 





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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

Os contribuintes têm de se convencer que os algoritmos informáticos estão a tomar conta dos mercados financeiros e quem os manipula consegue enriquecer em minutos... os economistas não querem falar desta questão ... https://en.wikipedia.org/wiki/High-frequency_trading ...

Mr.Tuga Há 2 dias

ASQUEROSOS! REPUGNANTES!

Estes XEO`S de MERD*A são a ESCUMALHA desta sociedade! Os verdadeiros PARASITAS e SANGUESSUGAS! Uns eucaliptos que secam tudo em redor! Este mundo está podre!

Joana Eduardo Nicolau Há 3 dias

porque?

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