Banca & Finanças O que dizem as entrelinhas do comunicado do Banco de Portugal sobre o Novo Banco

O que dizem as entrelinhas do comunicado do Banco de Portugal sobre o Novo Banco

A instituição liderada por Carlos Costa fez na noite de quarta-feira um comunicado sobre o processo de venda do Novo Banco. O Negócios descodifica o que revelam aquelas linhas, onde o que não está escrito também importa.
O que dizem as entrelinhas do comunicado do Banco de Portugal sobre o Novo Banco
Miguel Baltazar

BdP decidiu "com base nos elementos disponíveis nesta data"

Isto significa que a avaliação do Banco tem em conta os elementos disponíveis até agora, mesmo que as propostas possam vir a ser alteradas pelos interessados. Porquê agora? A oferta do fundo norte-americano Lone Star, que a instituição liderada por Carlos Costa classifica como a "mais bem colocada", tinha esta quarta-feira como data de validade. Este prazo implicava uma decisão até 4 de Janeiro. Para se manter na corrida o Lone Star flexibilizou a proposta, dispensando a assinatura do contrato promessa de compra e venda até este dia.     

 

"O potencial investidor [é a] Lone Star"

O supervisor aponta a Lone Star como o provável comprador, num cenário de venda. Com esta expressão o Banco de Portugal está apenas a dizer que a Lone Star é quem está à frente na corrida ao Novo Banco. Não está a declará-lo vencedor, nem a recomendar ao Executivo a venda à Lone Star. Continua quase tudo em aberto. A última palavra é do Governo.

Lone Star "é a entidade mais bem colocada"
Tendo em conta as propostas em cima da mesa, a Lone Star "é a entidade mais bem colocada" na corrida ao Novo Banco. Ou seja, neste momento, esta oferta é a mais interessante do ponto de vista financeiro, já que propõe pagar 750 milhões pela instituição e dispõe-se a injectar igual valor no reforço de solidez do banco. Isto significa que o consórcio Apollo/Centerbridge ainda não apresentou uma proposta financeira que supere esta oferta.

Vai haver "aprofundamento das negociações"

A Lone Star não foi escolhida para comprar o Novo Banco, mas para aprofundar as negociações com o Banco de Portugal tendo em vista a aquisição da instituição. Nunca é dito que este aprofundamento será feito em regime de exclusividade, o que abre a porta a negociações paralelas com outros candidatos. Na prática, o Banco de Portugal está a dizer que este investidor tem agora a oportunidade de melhorar a sua proposta, sobretudo, tendo em conta a preocupação de eliminar as condições desta oferta que podem ter impacto nas contas públicas. Se a Lone Star não aproveitar esta oportunidade, o Banco de Portugal pode escolher  outro potencial investidor como "entidade mais bem colocada". 

 

Existem "condicionantes, nomeadamente um potencial impacto nas contas públicas"
Este é um alerta para as desvantagens desta proposta. A oferta da Lone Star prevê que que o Estado dê uma garantia para cobrir o risco dos activos que o fundo norte-americano não quis adquirir e que ficariam num veículo. A concessão de garantias pelo Estado é um risco potencial para as contas públicas, já que se a garantia for executada o Estado é obrigado a assumir uma perda igual ao montante da garantia.

 

Decisão "não exclui a melhoria das propostas" concorrentes
É a última frase do comunicado do Banco de Portugal mas é uma das mais importantes: "esta nova fase de negociações (…) não exclui a melhoria das propostas dos restantes potenciais investidores (…) que já mostraram disponibilidade para o fazer". A entidade liderada por Carlos Costa está a dizer que aguarda a melhoria da oferta da aliança Apollo/Centerbridge, uma vez que o China Minsheng o outro candidato não tem condições financeiras sequer para garantir a sua primeira proposta. Como o Negócios já noticiou, a intenção daquele consórcio é igualar ou superar a oferta da Lone Star e, adicionalmente, integrar o grupo Violas Ferreira na aliança. Em caso de empate entre ofertas, ter um parceiro português pode fazer a diferença na fase derradeira do processo.

 




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mais votado Anónimo 05.01.2017


Ladrões PS - PCP - BE - - 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


As pensões douradas dos ladrões FP-CGA são SUBSIDIADAS em 500€, 1000€, 1500€ e mais… POR MÊS.


ESTAS PENSÕES DEVEM TER CORTES IMEDIATOS

comentários mais recentes
Entre as bordas seria melhor. 06.01.2017

Entre as jogadas de casino que este criminoso ja se esta banqueteando, vai ser como as sanguessugas, que nunca se fartam de sangue, e jamais dizem basta.Mais um criminoso que sai impune perante as injusticas dos Saloios Juizes deste Sitio manhoso, que teimam e chamar de pais.Sao estes os coveiros.

Anónimo 05.01.2017

Pronto! já se percebeu quem é que dá mais por fora... e depois PAGA TUGA BURRO!

Anónimo 05.01.2017


Ladrões FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

UM EXEMPLO DE INJUSTIÇA QUE É URGENTE CORRIGIR

Um técnico superior reformado em 2005 pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) levou uma pensão de 2.026 euros consigo. Se se tivesse aposentado na mesma altura, com o mesmo salário, pelas regras da Segurança Social, teria levado para casa 1.512 euros.

Ora bem 500€ x 10 anos x 12 meses = 60.000€ a mais, que esse gajo já embolsou desde 2005, à custa de quem trabalha.
Rica mama.
Deve ser obrigado a devolver tudo.

Enganei-me nas contas, são 14 meses por ano, ainda lhe estava a perdoar 10.000€ (sortudo).
Afinal tem que devolver 70.000€.

Receber 70.000€ a mais, em 10 anos?
Isso dá para comprar um carro de 30.000€, de 4 em 4 anos.


ESTE É MESMO O PAÍS DAS MARAVILHAS... PARA ALGUNS.

Anónimo 05.01.2017


PS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

Lá vem mais dinheiro para a malta dos direitos adquiridos...

E mais impostos para os outros portugueses.

Viver à custa dos outros é muito bom.

Mas para quem paga... não tem piada nenhuma.

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