Banca & Finanças Oficial: Paulo Macedo e Rui Vilar na Caixa

Oficial: Paulo Macedo e Rui Vilar na Caixa

Paulo Macedo será o presidente executivo do banco Público e Rui Vilar o chairman, informou o ministério de Mário Centeno. Este é o modelo de governação que o BCE impôs à Caixa.
Oficial: Paulo Macedo e Rui Vilar na Caixa
Bruno Simão
Marta Moitinho Oliveira 02 de dezembro de 2016 às 13:27
O Ministério das Finanças confirmou esta sexta-feira, 2 de Dezembro, que Paulo Macedo aceitou o convite para presidir à Caixa Geral de Depósitos. Este é um dos nomes que segue para Frankfurt, juntamente com o de Rui Vilar que aceitou ser chairman.

Estes dois nomes permitem apresentar já ao Banco Central Europeu (BCE) personalidades que cumprem um dos critérios que o regulador impôs à Caixa: ter um CEO e um Chairman. O que não existiu aquando da contratação de António Domingues.

"O Governo decidiu convidar o dr. Paulo Macedo para CEO da Caixa Geral de Depósitos, tendo o convite sido aceite. Para Chairman da CGD foi convidado o dr. Emílio Rui Vilar, convite esse que também foi aceite", diz o comunicado. 

"O Governo está, em conjunto com o dr. Paulo Macedo e com o Dr. Emílio Rui Vilar, a trabalhar na definição da composição do restante Conselho de Administração", acrescenta o ministério de Mário Centeno.

"O processo de nomeação do novo Conselho de Administração da CGD segue assim o seu curso normal", explicam as Finanças.

Os nomes ainda têm de ter o ok do BCE. Paulo Macedo vem da banca, o que poderá facilitar o aval de Draghi. Rui Vilar já está na Caixa, para onde regressou com Domingues, tendo sido em Agosto validado pelo supervisor.

António Domingues demitiu-se da Caixa a 25 de Novembro. 



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comentários mais recentes
Jose Alexandre 03.12.2016

RUI VILAR?!?
Um velho completamente desactualizado, que fez um trabalho miserável na Gulbenkian, snob, patético. Como é possível? Maçon?

JCG 03.12.2016

Parece que há muita gente que apenas quer que não se fale nos problemas, não se importando que a porcaria seja varrida para debaixo do tapete ou com o que se passa por detrás dos biombos, mas essa é uma atitude negligente e irresponsável que eu não sigo. Não é assim que se corrigem situações e se evitam mais e maiores problemas no futuro.
Quero saber porque razão a CGD, que em 2014 registou prejuizos de 1139 milhões de euros, em 2015 aumentou custos com o pessoal em 15%, de 514,2 para 590,8 milhões de euros, e os custos médios por trabalhador em 21% (atingindo os 70,2 mil euros por cabeça) quando nos outros bancos mais comparáveis tais custos médios se situaram na faixa de 40 a 50 mil euros.
Sr PR, Sr 1º Ministro, o importante não é só capitalizar a CGD (injetar lá dinheiro espoliado aos contribuintes); é necessário que a CGD seja gerida de forma eficiente e austera e que não se aproveite a frouxidão do acionista para quem lá está se servir.
Afinal, a CGD paga muito acima do mercado

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