Telecomunicações Oi pondera converter parte da dívida em acções

Oi pondera converter parte da dívida em acções

A operadora brasileira informou o mercado que as negociações com os credores estão “a evoluir” e aceitou a possibilidade da conversão de parte da dívida em acções.
Oi pondera converter parte da dívida em acções
Reuters
Sara Ribeiro 02 de fevereiro de 2017 às 11:54

A Oi, que está em recuperação judicial com uma dívida de 65,4 mil milhões de reais (19,3 mil milhões de euros), anunciou que está disposta a analisar a possibilidade proposta pelos credores de converter parte da dívida em acções.

A decisão foi tomada na reunião ordinária do conselho de administração que decorreu na quarta-feira, de acordo com um comunicado emitido esta quinta-feira, 2 de Fevereiro, ao regulador brasileiro (CVM).

A proposta de converter dívida em acções, entre outros cenários, foi apresentada pela La Place, assessor financeiro da operadora que tem a Pharol como maior accionista, com base "nos feedbacks de credores".

Nesse sentido, "o conselho [de administração] autorizou a Directoria da Oi a prosseguir com entendimentos junto aos credores, aprofundando alguns itens críticos, incluindo, dentre outros, a possibilidade de conversão de parte da dívida em acções (equity)",afirma a operadora no comunicado.

A Oi sublinha ainda que "as interacções com os credores estão evoluindo e reitera que continuará reunindo-se regularmente com seus credores, demais stakeholders e potenciais investidores, com vistas a reunir impressões, comentários e sugestões".


Os títulos da Pharol estão a valorizar 1,79% na sessão desta quinta-feira para 28 cêntimos, mas já somam 43,48% desde o início do ano.

Esta semana a Oi também informou o mercado que a Orascom, o fundo do milionário egípcio Naguib Sawiris, alargou o prazo da proposta para um plano alternativo de recuperação judicial da Oi até ao dia 28 de Fevereiro. A proposta inclui uma oferta pública de aquisição (OPA) de até 1,25 mil milhões de dólares, montante que seria destinado a investimentos na Oi.

Além destas propostas para viabilizar o plano de recuperação judicial,o maior da história do Brasil, a operadora também encerrou o braço-de-ferro com a Samba, que mantinha desde 2014. Com o acordo, a operadora brasileira fica com o caminho facilitado para vender os activos da Africatel, holding que herdou da PT.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

especulo que os actuais acionistas da Oi devem ficar com 50% da nova Oi...o que se traduz numa optima noticia para actuais acionistas pk a empresa ficara muito mais forte financeiramente e pronta para consolidacao no mercado Brazileiro...levou tempo mas... coisas boas vem a quem sabe esperar...

Anónimo Há 3 semanas

uma boa noticia para os acionistas.

Telmo Há 3 semanas

Estava tudo a correr tão bem para a pharol e lá vem a oi de novo a destruir tudo.

nunopereira Há 3 semanas

boa

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub