Telecomunicações Oi reduz prejuízos para 57,7 milhões de euros

Oi reduz prejuízos para 57,7 milhões de euros

A operadora de telecomunicações brasileira reportou esta noite os seus resultados do primeiro trimestre de 2017. Reduziu as perdas em 89% para 200 milhões de reais.
Oi reduz prejuízos para 57,7 milhões de euros
Carla Pedro 11 de maio de 2017 às 05:01

A Oi – que é detida em 27,49% pela Pharol [antiga PT SGPS], através da sua subsidiária Bratel – divulgou esta noite as suas contas do primeiro trimestre, tendo anunciado uma queda de 89% dos prejuízos, para 200 milhões de reais (57,7 milhões de euros), face às perdas 1.815 milhões de reais (524,4 milhões de euros) no período homólogo de 2016.

 

A operadora refez o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2016, para incorporar perdas da subsidiária Telemar. Com a reapresentação dos números daquele período, os prejuízos agravaram-se para 1.815 milhões de reais (em vez dos 1.644 milhões de reais reportados há um ano).

 

A justificar a melhoria dos resultados entre Janeiro e Março de 2017 estiveram os efeitos da queda dos juros e da valorização do real sobre a dívida da Oi, que se encontra desde Junho do ano passado em processo de recuperação judicial.

 

No comunicado enviado ao órgão regulador do mercado de capitais brasileiro (CVM), a Oi sublinha que a redução dos prejuízos resultou do impacto positivo do resultado financeiro.

 

O resultado financeiro líquido – a diferença entre o que a companhia gasta com juros e o que ganha em aplicações financeiras – fechou o trimestre no vermelho, com uma despesa de 115 milhões de reais (33,2 milhões de euros), mas correspondendo a uma diminuição de 63,4% em termos homólogos.

 

"A redução da despesa no trimestre é explicada principalmente pelo item "Outras Receitas / Despesas Financeiras", que apresentou uma queda de 357 milhões de reais no período, decorrente principalmente de maiores receitas com actualização monetária sobre depósitos judiciais, menores despesas de tributos, além de menores despesas com variação cambial sobre investimento no exterior", sublinha.

 

Por seu lado, a receita líquida caiu 8,8%, para 6.160 milhões de reais (1,7 mil milhões de euros), contra 6.755 milhões de reais um ano antes.

 

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos amortizações e depreciações) consolidado atingiu 1.723 milhões de reais (499,8 milhões de euros) nos primeiros três meses do ano, o que representou uma queda de 2,4% na comparação anual [mas um crescimento de 12,5% face ao quarto trimestre de 2016].

 

Um dado positivo veio da dívida líquida, que diminuiu 0,6% para 40.608 milhões de reais (11,7 mil milhões de euros) face ao primeiro trimestre de 2016.

 

Marco Schroeder, CEO da Oi, disse à Reuters Brasil que "a Oi investiu pesadamente na melhoria da qualidade dos serviços e provavelmente vai aumentar o investimento este ano, embora num ritmo menos intenso que a expansão de 18% vista no ano passado".

 

Relativamente à conclusão do processo de recuperação judicial, Schroeder declarou à agência noticiosa que espera que o plano de reorganização da Oi seja aprovado em assembleia de credores até Setembro.

 

"Dada a quantidade de credores e accionistas que manifestaram interesse em injectar mais dinheiro na operadora, Schroeder disse que a inclusão de um aumento de capital no plano de recuperação poderá ajudar a empresa a obter mais apoio para o plano", sublinhou a Reuters Brasil.


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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Jota & Peter... a Oi esta a restruturar a sua situacao financeira...tratado isso... sky is the limit...posso vos dizer que investi como um tolinho nesta empresa...agora é só aguardar pacientemente enquanto outros tolinhos andam para aí a dizer disparates...é só uma questao de tempo...bons negocios!

Peter Há 2 semanas

Não amortiza divida, não paga juros da divida colossal que tem e ainda da´prejuizos! Qual o futuro!

Jota Há 2 semanas

Cada um é livre de fazer o que quer com o seu dinheiro, até disparates. Mas não se iludam: a Pharol corre um risco muito sério de ir para o buraco. É uma aposta de altissimo risco. Pode corer bem, mas o risco é tremendo. Pensem bem no que fazem.

Sara Há 2 semanas

Como é possível alguém ver coisas boas nesta noticia? Continua a ter prejuizos e a parte operacional está pior. E vai ser preciso meter mais dinheiro para tapar buracos. Isto se os credores não tomarem conta antes. Não sei se a Pharol vale + ou - que 27 centimos mas é de fugir, não de investir.

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