Banca & Finanças Oitante vai iniciar novo plano de rescisões

Oitante vai iniciar novo plano de rescisões

O veículo que ficou com os activos do Banif que o Santander Totta não quis vai diminuir o quadro de pessoal. A sua actividade ficou mais esvaziada agora que o banco de capitais espanhóis terminou a integração.
Oitante vai iniciar novo plano de rescisões
Diogo Cavaleiro 18 de Novembro de 2016 às 19:15

A Oitante vai iniciar um novo programa de rescisões. A informação foi dada pelos sindicatos da Febase e confirmada pelo Negócios. Um dos motivos para a redução de pessoal passa pelo fim da prestação de serviços ao Santander Totta.

 

Segundo um comunicado divulgado no site do Sindicato dos Bancários do Norte, a administração da Oitante informou aos sindicatos da Febase que, "face à indispensável reorganização da empresa, vai recorrer a um novo plano de rescisões por mútuo acordo, cujas condições serão divulgadas oportunamente".

 

A administração do veículo que ficou com os activos que o Santander Totta não quis adquirir no âmbito da resolução do Banif, a 20 de Dezembro, não faz comentários mas o Negócios confirmou que o lançamento deste processo de rescisões por mútuo acordo está para breve.

 

Neste momento, o veículo, que ficou com perto de 500 trabalhadores na resolução, conta com pouco mais de 300 funcionários no seu quadro.

 

Este novo processo ocorre depois de o Santander Totta ter concluído a integração operacional do Banif, deixando de precisar de muitos dos serviços, maioritariamente informáticos, que ainda pagava à Oitante. O que esvaziou o veículo de trabalho. A venda de imóveis e a recuperação de crédito fazem parte da actividade que ainda é feita pela sociedade-veículo detida pelo Fundo de Resolução. 

 

Ao mesmo tempo que está a cortar postos de trabalho, a Oitante, que tem quase um ano de existência, está ainda a tentar fechar um acordo de empresa. À Febase, o veículo liderado por Miguel Barbosa revelou que, na próxima semana, irá enviar a sua proposta aos trabalhadores. Não são dados pormenores sobre a mesma.

 

"O documento tem por base o ACT do sector bancário, mas reflecte as especificidades da empresa-veículo para onde foram transferidos os trabalhadores do ex-Banif após a venda do banco", indica o comunicado da Febase.

 
"A Oitante não irá fazer qualquer comentário", foi a resposta dada ao Negócios pela Oitante, como tem acontecido desde que foi constituída. Foi também essa a resposta dada ao facto de a Banif Imobiliária ter feito uma redução de capital, para reduzir prejuízos, de 100 milhões para 50 mil euros.

O Negócios enviou questões para o Fundo de Resolução, accionista único da Oitante, e para o Ministério das Finanças, devido ao impacto orçamental decorrente da inclusão do veículo. Nenhum respondeu. 


 




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Pedro Lima Há 2 semanas

De referir que os juros da nossa dívida pública a 10 anos estão nos 3.86% ou seja já só falta uma décima para atingirmos os 4%.

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