Empresas Optimismo comercial ofusca queda das tecnologias em Wall Street

Optimismo comercial ofusca queda das tecnologias em Wall Street

As bolsas norte-americanas fecharam em terreno positivo, impulsionadas sobretudo pelo anúncio de que os EUA vão propor à China uma nova ronda de conversações comerciais. As tecnologias pesaram no Nasdaq, mas não ditaram a tendência geral.
Optimismo comercial ofusca queda das tecnologias em Wall Street
Reuters
Carla Pedro 12 de setembro de 2018 às 21:16

O Dow Jones encerrou a somar 0,11% para 25.998,22 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,04% para 2.888,92 pontos.

 

Em contrapartida, o Nasdaq Composite não conseguiu fechar no verde, tendo cedido 0,23% para 7.954,23 pontos.

 

A pressionar o Nasdaq estiveram sobretudo as cotadas do sector tecnológico em geral e dos semicondutores em particular.

 

A Apple terminou a ceder 1,24% para 221,07 dólares no dia em que apresentou três novos iPhones da série X e um novo Apple Watch. O mercado esperava mais produtos.

 

No entanto, as perdas nas tecnologias foram grandemente ofuscadas pelo renovado optimismo em torno de uma diminuição das fricções comerciais entre Washington e Pequim. Isto depois de o The Wall Street Journal ter avançdo, citando fontes próximas do processo, que os EUA vão propor à China uma nova ronda de negociações comerciais.

 

A ideia será que estas novas conversações ocorram antes de a Administração Trump impor mais uma série de tarifas aduaneiras acrescidas à importação de produtos chineses.

 

A energia foi um sector que ajudou à subida em Wall Street, com as cotadas do sector a serem impulsionadas pela subida dos preços do petróleo.

 

O "ouro negro" esteve a valorizar sobretudo devido à indicação de que os inventários norte-americanos estão a diminuir e de que há menos petróleo de Teerão no mercado. As sanções dos EUA ao crude iraniano estão a fazer reduzir a oferta global, ao mesmo tempo que os stocks norte-americanos estão em queda – tendo na semana passada atingido o nível mais baixo desde 2015. Os investidores estão igualmente atentos ao furacão Florence, uma vez que ameaça perturbar a distribuição de combustível na região sudeste dos Estados Unidos.

 

O Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – chegou a negociar nos 80,13 dólares por barril. Desde Maio que não chegava à fasquia dos 80 dólares. Nos EUA, o West Texas Intermediate esteve a transaccionar na casa dos 71 dólares.




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