Banca & Finanças Orey passa de prejuízos a lucros de 148 mil euros no semestre

Orey passa de prejuízos a lucros de 148 mil euros no semestre

Cotada diz que beneficiou com os resultados da "profunda reestruturação feita em 2016".  
Orey passa de prejuízos a lucros de 148 mil euros no semestre
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 25 de julho de 2017 às 07:33

A Sociedade Comercial Orey Antunes fechou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 148 mil euros, o que compara com prejuízos de 2,8 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

 

A cotada liderada por Duarte D’Orey (na foto) prossegue assim com o processo de recuperação, depois de já ter regressado aos lucros no primeiro trimestre (49 mil euros).

 

Num comunicado emitido na CMVM, a Orey diz que a melhoria dos resultados reflecte a "profunda reestruturação feita em 2016", que teve como objectivo "desalavancar o balanço vendendo activos não core" e a "melhoria de resultados operacionais através de uma forte redução de custos por um lado e de um crescimento das receitas operacionais por outro".

 

Os indicadores operacionais também denotaram uma melhoria, com as receitas operacionais a crescerem 4,2% para 39,67 milhões de euros e os custos operacionais a baixaram 13,5% para 8,94 milhões de euros, o que resultou num aumento do resultado operacional para 3,32 milhões de euros, o que compara com 898 mil euros no período homólogo.

 

O EBITDA aumentou 35,1% para 1,96 milhões de euros, sendo que foram vários os factores extraordinários que contribuíram para a melhoria das contas no ano passado, com destaque para a "mais-valia excepcional relacionada com a venda da CMA-CGM, no montante de 1,1 milhões de euros", bem como "um ganho por equivalência patrimonial no Banco Inversis, no montante de cerca de 500 mil euros".

 

A dívida financeira da Orey baixou 5,5% para 60,44 milhões de euros e o passivo financeiro bancário foi reduzido em 10,5% para 20,09 milhões de euros.

 

Na Orey Financial, o braço financeiro do grupo, os activos sobre gestão e custódia desceram 7% para 143,61 milhões de euros, embora o número de clientes tenha aumentado em Portugal (+3% para 4.359) e Espanha (+6,1% para 3.301).




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