Telecomunicações Os desafios da nova líder da Meo

Os desafios da nova líder da Meo

A Altice escolheu a antiga presidente executiva da Microsoft Portugal para assumir os comandos da Meo, em substituição de Paulo Neves. Claudia Goya assume a liderança numa altura em que está a ser preparado o fim das marcas PT e Meo e com greve à porta.
Os desafios da nova líder da Meo
Marta Poppe
Sara Ribeiro 19 de julho de 2017 às 00:01
A Meo tem nova liderança. Claudia Goya foi o nome escolhido pela Altice para assumir os comandos da empresa, em substituição de Paulo Neves.

A nomeação da gestora, até à data directora da área operacional (COO) da Microsoft no Brasil, tem efeitos imediatos. E acontece no seguimento da estratégia que a Altice está a delinear para a fusão dos activos de telecomunicações e media em Portugal com a compra da Media Capital.

Quando o processo de compra da TVI estiver concluído, Paulo Neves irá assumir o cargo de "chairman" da Media Capital, acumulando com a presidência não executiva da Meo. Já Rosa Cullell deverá permanecer como CEO da dona da TVI.

A futura nova função de Paulo Neves, que integrou os quadros da PT em Julho de 2015 , já sob a alçada da Altice, levou a que deixasse o cargo de CEO da Meo, como noticiou o Negócios.

Com estas mudanças, as empresas – Media Capital e Meo – vão ter executivos diferentes, uma estratégia que o grupo tem adoptado em outros mercados, como França e Israel.

Com a recente nomeação de Claudia Goya, a PT Portugal também soma três presidentes executivos nos últimos três anos.
Depois da saída de Zeinal Bava em Agosto de 2014, para se dedicar na totalidade à Oi e à integração das operações em Portugal e no Brasil, Armando Almeida foi o escolhido para ocupar a presidência executiva da PT. O antigo executivo da Nokia Siemens Networks saiu da operadora logo após a Altice concluir a compra da Meo à Oi.

Seguiu-se Paulo Neves, que ocupou o cargo durante dois anos, e agora a antiga CEO da Microsoft Portugal, que será também a primeira mulher a liderar a PT Portugal.

Claudia Goya vai assumir a liderança da operadora numa altura em que está a ser preparado o fim da marca histórica PT e da insígnia Meo, que serão substituídas pela marca global Altice. Além disso, na sexta-feira terá já de enfrentar a greve agendada pelos sindicatos que têm denunciado alegado assédio moral e ilegalidade na transferência de alguns trabalhadores da Meo.

Para o CEO da Altice, Michel Combes, Claudia Goya "é a líder certa para o novo desafio da PT", referiu em comunicado. E confessa que "é um grande prazer dar as boas-vindas à Claudia na família Altice". Já a gestora garante que está "profundamente comprometida com um grande senso de responsabilidade para elevar a PT a uma referência de classe mundial no sector".

Do Brasil para o Fórum Picoas

Licenciada em Engenharia Física, Claudia Goya iniciou o seu percurso profissional na Procter & Gamble, onde durante sete anos geriu marcas globais de consumo, nomeadamente na unidade de negócio de produtos para cabelo. Claudia Goya, que conta mais de 20 anos de experiência em gestão de empresas, passou ainda pela Galp tendo sido responsável pelo negócio de retalho. Em 2008, integrou os quadros da Microsoft Portugal na divisão de marketing e operações. Um ano depois tornou-se a primeira mulher a liderar a subsidiária portuguesa da tecnológica norte-americana. Desde 2012 ocupava o cargo de COO na Microsoft Brasil. 




A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 14 horas

Em 2006 e no sector das telecomunicações, já se faziam despedimentos nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm emigração forçada à saída da escola, não têm pobres full-time a ordenado mínimo, etc.: "The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

comentários mais recentes
chiça Há 4 semanas

Que CEO COCO Chairman tão feia

Mais uma, ao abrigo da Lei da Paridade de Género Há 4 semanas

Até que me prove o contrário, esta subiu apenas e tão só, à sombra da obrigatoriedade do cumprimento da lei da paridade de género.
Sinceramente, muito sinceramente, não lhe lobrigo qq mérito de excepção para assumir a responsabilidade de que foi investida.

Ao mais votado Há 4 semanas

Vá para a Austrália e não volte, aqui só queremos portugueses faça o favor de sair.

Anónimo Há 1 hora

A quantidade de comentadores que por aqui passam, fervorosos adeptos do estilo "Gordon Geko" é deveras impressionante. Muitos, de tão "verdes" que são, poderão nem saber quem foi tal personagem. Mas, todos eles representam a "cegueira" escolástica de similares psicoses sociais. Os tempos repetem-se.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub