Banca & Finanças Pablo Forero: BPI será mais rentável para o CaixaBank que o esperado

Pablo Forero: BPI será mais rentável para o CaixaBank que o esperado

O investimento que o CaixaBank fez no BPI vai ser mais rentável do que o inicialmente previsto graças à redução dos custos de reestruturação. Já as sinergias esperadas mantêm-se inalteradas. "Será mais fácil para o banco atingir os objectivos de rentabilidade", assumiu Pablo Forero.
Pablo Forero: BPI será mais rentável para o CaixaBank que o esperado
Miguel Baltazar
Maria João Gago 19 de outubro de 2017 às 18:59

O CaixaBank vai ter mais facilidade em rentabilizar o investimento na compra do domínio do BPI, uma vez que os custos de reestruturação do banco "vão ser significativamente inferiores aos 250 milhões de euros" previstos na oferta pública de aquisição, admitiu Pablo Forero, presidente executivo do BPI, na apresentação dos resultados do terceiro trimestre.

 

"Isto significa que o BPI vai ser mais rentável. Será mais fácil para o banco cumprir os objectivos de rentabilidade definidos", explicou o banqueiro espanhol.

 

Esta maior facilidade de rentabilizar o investimento resulta da expectativa de que os custos de reestruturação do BPI fiquem "significativamente abaixo dos 250 milhões de euros", enquanto as sinergias anuais que o CaixaBank espera obter a partir de 2019 se mantêm em 120 milhões de euros.

 

Aliás, o banco adiantou que até agora já identificou a possibilidade de gerar sinergias de 103 milhões de euros, dos quais 55 milhões graças à saída de 900 trabalhadores, 23 milhões ao corte de custos gerais e 25 milhões no aumento de proveitos. No entanto, destas sinergias só "uma pequena parte" já está reflectida nas contas do BPI de Setembro.

 

O banco anunciou esta quinta-feira que fechou os primeiros nove meses do ano com lucros de 23 milhões de euros, o que representa uma queda de 87,4% face aos primeiros nove meses do ano passado, devido aos custos extraordinários com a redução de quadros e o impacto negativo da venda de 2% do Banco de Fomento Angola, num total de quase 300 milhões de euros. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
Saber mais e Alertas
pub