Banca & Finanças Padoan critica avaliação “opaca” do BCE das necessidades do Monte dei Paschi

Padoan critica avaliação “opaca” do BCE das necessidades do Monte dei Paschi

O ministro italiano das Finanças diz que o BCE deveria ter justificado por que fixou em 8,8 mil milhões de euros as necessidades do Monte dei Paschi, na medida em que essa avaliação "tem consequências para outros bancos".
Padoan critica avaliação “opaca” do BCE das necessidades do Monte dei Paschi
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 29 de Dezembro de 2016 às 07:50

O ministro italiano das Finanças, Pier Carlo Padoan (na foto), criticou o Banco Central Europeu (BCE) por ter avaliado as necessidades do Monte dei Paschi em 8,8 mil milhões de euros, sem dar informações adicionais que justifiquem esse valor.

 

"Além de uma carta de cinco linhas e três números, teriam sido úteis algumas explicações", afirmou o governante numa entrevista ao Il Sole 24 Ore, citada pela Bloomberg.

 

Padoan refere-se à carta enviada pelo BCE para Itália, esta segunda-feira, em que a autoridade monetária antecipa que o terceiro maior banco do país vai precisar de uma injecção de 8,8 mil milhões de euros devido à deterioração das condições financeiras, um valor superior aos 5 mil milhões de euros do plano de recapitalização inicial, que fracassou na semana passada.

 

O ministro italiano das Finanças considera que este foi um movimento "opaco" por parte do BCE, que leva as pessoas "a pensar que há algo de errado". "Teria sido útil receber informações adicionais do BCE sobre os critérios utilizados para essa avaliação, uma vez que tem consequências para outros bancos", acrescentou.

 

O jornal italiano adiantava ainda que, do total da recapitalização que o banco terá de fazer para cumprir com os rácios definidos pelas regras europeias, 6,3 mil milhões de euros, ou 71,6% do total, serão da responsabilidade do Estado. O restante montante deverá ser injectado pelos obrigacionistas. 

Alemanha quer que Itália cumpra as regras europeias

 

A entrada do Estado italiano no Monte dei Paschi já mereceu um comentário de Berlim, onde o Governo alerta para a necessidade de cumprir as regras europeias.

 

Segundo o ministério alemão das Finanças, o BCE e a Comissão Europeia devem garantir que as autoridades italianas cumprem as regras ao ajudar os bancos do país.

 

"A recapitalização cautelar dos bancos através do Governo pode ser parte de uma solução apenas em circunstâncias excepcionais e em condições apertadas", diz o ministério alemão das Finanças, num email citado pela Bloomberg.

 

O organismo liderado por Wolfgang Schäuble lembra ainda que "o banco em questão deve ser solvente" e que "os fundos estatais não devem ser utilizados para cobrir perdas previsíveis".

 

Recorde-se que, para apoiar o sector bancário, o Governo de Paolo Gentiloni criou um fundo de 20 mil milhões – que recebeu luz verde do Parlamento e o aval de Bruxelas – através do qual irá injectar dinheiro no Monte dei Paschi.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Cada vez admiro mais o povo Inglês por ter tido a coragem de dizer NÃO a esta pandilha podre que sempre foi a União Europeia ! Deu o que se chama " uma bofetada de luva branca" nestes junkers, hollandes, merkels, e outros que tais, que não valem nada e que estão a destruir a Europa !

Classic Há 3 semanas

Curioso. Que diferente é ser Grande ou pequenino na Europa.
Então o Banif não foi intervencionado à pressa em época Natalícia de 2015 porque se caíssemos em 2016 já não se podia fazer assim e teria que ser um "bail in" que deixasse de fora os contribuintes? No caso do Banif Bail in seria falência pois "in" não havia nada.
Afinal parece que se pode, tal como o Deutsche Bank já se estava a preparar para ser intervencionado com o dinheiro dos contribuintes alemães, não fosse ter chegado a um acordo mais "leve" com os EUA para as multas das fraudes que fez por lá.

A UE esta Podre, fechem para ferias. Há 3 semanas

Mas quem acreditas nestes palhacos das politicas que vos escondem as podres destes sistema Europeu, falido de corruptos com as bensaos do Papado de Bruxelas. Cada dia que passa dao mais razao os Englands por terem fechado o Bordel. Estes porcos das politicas sao o Cancer do Amanha. Vivam os bastard

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