Banca & Finanças Padoan garante que sistema bancário italiano não está em crise

Padoan garante que sistema bancário italiano não está em crise

O ministro italiano das Finanças assegurou, em entrevista ao Die Welt, que o país não vai precisar de fundos do Mecanismo Europeu de Estabilidade para resolver problemas bancários
Padoan garante que sistema bancário italiano não está em crise
Bloomberg
Rita Faria 11 de janeiro de 2017 às 07:56

O ministro italiano das Finanças, Pier Carlo Padoan, garante que o sistema bancário do país não está em crise, apesar do recente falhanço no plano de recapitalização junto de privados do Monte dei Paschi e da consequente decisão de o Estado intervir na instituição.

Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, o governante assegurou que Itália não vai precisar de fundos do Mecanismo Europeu de Estabilidade para resolver problemas bancários. O sector "como um todo, não está em crise", afirmou, citado pela Bloomberg. "Itália é o país da UE que menos pagou por resgates bancários".

No mês passado, fracassada a operação de recapitalização do banco mais antigo do mundo, o Governo italiano aprovou, numa reunião de emergência, um decreto que destina 20 mil milhões de euros ao apoio de instituições bancárias com problemas financeiros. Uma solução que, garante o ministro, está "estritamente de acordo com as regras da união bancária".

Segundo um comunicado do ministério italiano das Finanças, citado pela Bloomberg, Padoan, Marco Morelli, CEO do Monte dei Paschi, e Alessandro Falciai, chairman do banco, estiveram reunidos esta semana, em Roma, para discutir o plano de negócios para a instituição, que vai ser intervencionada pelo Estado.

Na mesma entrevista, Padoan disse esperar um crescimento mais acelerado da economia italiana e a continuação das reformas do antigo primeiro-ministro Matteo Renzi. "Os italianos ainda vão lamentar que o referendo tenha fracassado", antecipou.

O ministro das Finanças admitiu ainda ver uma "falta de confiança" na União Europeia, patente no apoio crescente a partidos que se apresentam como uma alternativa aos poderes estabelecidos.

"Existe o risco de a Europa ser vista pelos seus cidadãos não como uma solução para os problemas, mas como um problema", explicou. "O populismo está a espalhar-se. Mas os populistas são apenas opositores, eles não procuram respostas".

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Anónimo 11.01.2017

Onde é que eu já houvi isto?

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